Caminhando
Vou por aí
e mesmo sabendo
que não te encontro
levo-te comigo.
De futuro à tiracolo
percorro a saudade
e dando as mãos à vida
não fujo do que sinto.
Percorro sem medo
os caminhos
que me levam
não sei por onde
e ainda que tenha
de subir à montanha,
nunca desisto.
Beijo
MIA
27 Setº 2009
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
sábado, 26 de setembro de 2009
Perdida
Perdida
Andei, andei, andei
até ao sitio onde não pude ir mais longe,
o MAR...
Fugi dos meus passos
em busca dos teus
e cansei...
Meu amigo, meu amor
que me transbordas da alma
e me enches o peito,
por onde andas
que te não sinto?
MIA
26 Setº 2009
Andei, andei, andei
até ao sitio onde não pude ir mais longe,
o MAR...
Fugi dos meus passos
em busca dos teus
e cansei...
Meu amigo, meu amor
que me transbordas da alma
e me enches o peito,
por onde andas
que te não sinto?
MIA
26 Setº 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Morte do Poeta
O poeta morreu...
Ficaram as emoçoes,
sentimentos
e a palavra
que ninguém leu.
Viva o poema...
Mia
16 Set 2009
Ficaram as emoçoes,
sentimentos
e a palavra
que ninguém leu.
Viva o poema...
Mia
16 Set 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
curiosidade
Se te perguntarem por mim,
diz que não sabes...
Que não sabes se parti
para não voltar,
se fui de férias
e um destes dias regresso,
se me isolei pra pensar...
Diz simplesmente que não sabes.
Mas se fores tu
a querer saber de mim,
sabes sempre
onde poderás encontrar-me.
MIA
2 Setº2009
diz que não sabes...
Que não sabes se parti
para não voltar,
se fui de férias
e um destes dias regresso,
se me isolei pra pensar...
Diz simplesmente que não sabes.
Mas se fores tu
a querer saber de mim,
sabes sempre
onde poderás encontrar-me.
MIA
2 Setº2009
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
ISABEL
Ontem vi Isabel...
Metade dela, tentando andar amparada entre duas mulheres, a caminho do mesmo cabeleireiro que eu.
Conhecia-a circunstancialmente por frequentar o mesmo salão. Sempre muito reservada, falava só com a pessoa que lhe tratava do cabelo e tinha reparado sempre nela, porque apesar dos seus quarenta e poucos anos, tinha uma cabeleira linda, onde as brancas já se vislumbravam, mas longa e sempre bem tratada.
Não mostrava grande simpatia, mas sempre me parecera saudável. Tinha-a visto pela última vez há pouco mais de dois meses e sempre no mesmo local, o salão que ambas costumavamos frequentar...nessa altura nem sequer sabia o seu nome.
Mas ontem não, ontem a atenção que o seu cabelo me costumava despertar, deu lugar a um misto de sentimentos por alguém quase desconhecido, para dar lugar a um sentimento de impotência perante alguém que em tão pouco tempo tinha sofrido uma transformação física enorme e isto porque estava minada por uma doença que lhe tinha alterado por completo o seu retrato físico.
À medida que a profissional lhe tratava daquela cabeleira que sempre me tinha fascinado, eu ia folheando uma revista e sempre tentando que ela não reparasse na minha curiosidade, ia olhando
de soslaio, tentando adivinhar o que teria acontecido em tão pouco tempo àquela mulher que nunca me tinha despertado a atenção, a não ser sempre pela sua reserva e o seu cabelo longo e bonito.
Até que quando pelo espelho vi a dificuldade da cabeleireira em mudá-la de cadeira, não resisti em ajudar. Peguei naquele ser tão fragilizado ao colo e levei-a para o sofá, tentando em conjunto proporcionar-lhe alguma comodidade até que a viessem buscar.
Então aí, pude pela primeira vez falar com Isabel, saber o seu nome e ouvir dela mesmo o que estava a acontecer....Dizia-me ela, que tinha começado a fazer hemodialise e que isso a tinha tranformado "naquilo"...
Ouvia-a atentamente e pensava como nos podemos enganar tanto, quando sentimos o fim tão próximo...Isabel sim, fazia hemodialise porque a doença fatal que tinha atacado os seus rins já ia de tal forma avançada, que era uma das formas de sobrevivência.
Mas não sabia que Isabel, no meio deste sofrimento todo, estava completamente só...compreendi depois dela sair, o porquê dela querer continuar no salão e não querer que chamassem pela ajuda de quem a trouxe. Isabel não queria ficar só, incapaz, sem ser sequer capaz de ser autonoma...
Até que chegaram para levar Isabel, mas vendo que ela estava cada vez pior e a precisar urgentemente de cuidados médicos, chamaram o INEM e em pouco tempo foi levada para o Hospital.
Despedi-me de Isabel desejando melhoras e nas suas costas uma lágrima caíu-me, pela certeza
de que esta seria a última vez que a veria...
Relativizei tudo, revi o meu filme ao contrário e vi como era afortunada por ter saúde.
E fiquei triste...Isabel...uma mulher como eu.
MIA
25 Agosto 2009
Metade dela, tentando andar amparada entre duas mulheres, a caminho do mesmo cabeleireiro que eu.
Conhecia-a circunstancialmente por frequentar o mesmo salão. Sempre muito reservada, falava só com a pessoa que lhe tratava do cabelo e tinha reparado sempre nela, porque apesar dos seus quarenta e poucos anos, tinha uma cabeleira linda, onde as brancas já se vislumbravam, mas longa e sempre bem tratada.
Não mostrava grande simpatia, mas sempre me parecera saudável. Tinha-a visto pela última vez há pouco mais de dois meses e sempre no mesmo local, o salão que ambas costumavamos frequentar...nessa altura nem sequer sabia o seu nome.
Mas ontem não, ontem a atenção que o seu cabelo me costumava despertar, deu lugar a um misto de sentimentos por alguém quase desconhecido, para dar lugar a um sentimento de impotência perante alguém que em tão pouco tempo tinha sofrido uma transformação física enorme e isto porque estava minada por uma doença que lhe tinha alterado por completo o seu retrato físico.
À medida que a profissional lhe tratava daquela cabeleira que sempre me tinha fascinado, eu ia folheando uma revista e sempre tentando que ela não reparasse na minha curiosidade, ia olhando
de soslaio, tentando adivinhar o que teria acontecido em tão pouco tempo àquela mulher que nunca me tinha despertado a atenção, a não ser sempre pela sua reserva e o seu cabelo longo e bonito.
Até que quando pelo espelho vi a dificuldade da cabeleireira em mudá-la de cadeira, não resisti em ajudar. Peguei naquele ser tão fragilizado ao colo e levei-a para o sofá, tentando em conjunto proporcionar-lhe alguma comodidade até que a viessem buscar.
Então aí, pude pela primeira vez falar com Isabel, saber o seu nome e ouvir dela mesmo o que estava a acontecer....Dizia-me ela, que tinha começado a fazer hemodialise e que isso a tinha tranformado "naquilo"...
Ouvia-a atentamente e pensava como nos podemos enganar tanto, quando sentimos o fim tão próximo...Isabel sim, fazia hemodialise porque a doença fatal que tinha atacado os seus rins já ia de tal forma avançada, que era uma das formas de sobrevivência.
Mas não sabia que Isabel, no meio deste sofrimento todo, estava completamente só...compreendi depois dela sair, o porquê dela querer continuar no salão e não querer que chamassem pela ajuda de quem a trouxe. Isabel não queria ficar só, incapaz, sem ser sequer capaz de ser autonoma...
Até que chegaram para levar Isabel, mas vendo que ela estava cada vez pior e a precisar urgentemente de cuidados médicos, chamaram o INEM e em pouco tempo foi levada para o Hospital.
Despedi-me de Isabel desejando melhoras e nas suas costas uma lágrima caíu-me, pela certeza
de que esta seria a última vez que a veria...
Relativizei tudo, revi o meu filme ao contrário e vi como era afortunada por ter saúde.
E fiquei triste...Isabel...uma mulher como eu.
MIA
25 Agosto 2009
domingo, 23 de agosto de 2009
Parar é morrer
Não sei parar
nem para olhar para trás...
E mesmo sabendo
que muitas vezes
a meio do caminho
não sei que dizer,
nunca paro...
Vou
cada vez mais depressa
querendo até voar...
Não sei parar,
não quero parar
e tudo
porque não quero partir!
MIA
23 Agosto 2009
nem para olhar para trás...
E mesmo sabendo
que muitas vezes
a meio do caminho
não sei que dizer,
nunca paro...
Vou
cada vez mais depressa
querendo até voar...
Não sei parar,
não quero parar
e tudo
porque não quero partir!
MIA
23 Agosto 2009
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Estão sempre no meu coração
Ontem
olhei o céu e senti duas estrelas
que brilhavam intensamente
para mim...
Parei
e mais uma vez
senti o estender das suas mãos...
Estão sempre lá,
não à minha espera
mas para me proteger e guiar...
E aquelas estrelas
parecendo minúsculas
de tão grandes que são
enchem-me o coração
de Saudade...
MIA
21 Agosto 2009
olhei o céu e senti duas estrelas
que brilhavam intensamente
para mim...
Parei
e mais uma vez
senti o estender das suas mãos...
Estão sempre lá,
não à minha espera
mas para me proteger e guiar...
E aquelas estrelas
parecendo minúsculas
de tão grandes que são
enchem-me o coração
de Saudade...
MIA
21 Agosto 2009
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