Inventei um castelo de portas abertas
e sem grades nas janelas
para o poeta adormecer nos abraços da poesia
Os muros eram flores pintadas de muitas cores
e a luz, o brilho do seu olhar quando escondia a pena
para dar voz à dor nas palavras dum poema
Inventei-o para ti
MIA
15 Jun 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
domingo, 13 de junho de 2010
choro
Dei voz ao meu choro
num cântico de gemidos
para que o silêncio
não fosse um fado vadio
Mas dos ais que ficaram
presos na garganta
brotou um poema para ti
docemente cantado
pela voz duma guitarra
que fez gemer a saudade.
MIA
13 Jun 2010
num cântico de gemidos
para que o silêncio
não fosse um fado vadio
Mas dos ais que ficaram
presos na garganta
brotou um poema para ti
docemente cantado
pela voz duma guitarra
que fez gemer a saudade.
MIA
13 Jun 2010
silêncio
O teu silêncio
amortalhou-me o sentimento
mas quem o matou fui eu
quando me esqueci de nós.
MIA
13 Jun 2010
amortalhou-me o sentimento
mas quem o matou fui eu
quando me esqueci de nós.
MIA
13 Jun 2010
Fim...de tarde
Tão serena
esta pérola que desliza
que ninguém vê
nem eu mesma sinto
Tão sereno
o respirar do meu amor
que o julguei morto
e deixei-o partir
Mas
sendo tudo tão sereno
onde está a mentira?
MIA
13 Jun 2010
esta pérola que desliza
que ninguém vê
nem eu mesma sinto
Tão sereno
o respirar do meu amor
que o julguei morto
e deixei-o partir
Mas
sendo tudo tão sereno
onde está a mentira?
MIA
13 Jun 2010
sábado, 5 de junho de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
Todos os dias...
Todos os dias quero ser criança
e que o roxo dos meus olhos
seja das corridas desenfreadas
e não do desamor onde me deitam
Todos os dias quero voar
ao encontro do sol e do luar
e anichar-me em colos de carinho
que nunca me irão amortalhar
Todos os dias quero ter mãe
ter pai, ter amor, ter direitos
para poder perguntar
porque fazem sofrer as crianças
Todos os dias e não só hoje
quero acordar criança
sem questionar porque nasci
sabendo que o mundo serei eu amanhã
Todos os dias e a todas as horas
de várias cores e em qualquer lugar
que me deixem crescer
sem deixar de ser criança
MIA
1 de Junho 2010
e que o roxo dos meus olhos
seja das corridas desenfreadas
e não do desamor onde me deitam
Todos os dias quero voar
ao encontro do sol e do luar
e anichar-me em colos de carinho
que nunca me irão amortalhar
Todos os dias quero ter mãe
ter pai, ter amor, ter direitos
para poder perguntar
porque fazem sofrer as crianças
Todos os dias e não só hoje
quero acordar criança
sem questionar porque nasci
sabendo que o mundo serei eu amanhã
Todos os dias e a todas as horas
de várias cores e em qualquer lugar
que me deixem crescer
sem deixar de ser criança
MIA
1 de Junho 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Esquecimento
Foi numa arca de tormenta
onde atravessamos oceanos
que guardei o teu cheiro
porque o teu olhar
cristalizei-o nos meus sentidos
O resto?
Simplesmente esqueci...
MIA
31 Maio 2010
onde atravessamos oceanos
que guardei o teu cheiro
porque o teu olhar
cristalizei-o nos meus sentidos
O resto?
Simplesmente esqueci...
MIA
31 Maio 2010
domingo, 30 de maio de 2010
viajando
Hoje inventei-me
e fui por aí...
Despi-me de impostos
e viajei pelo infinito
aconselhada por alguém que
defende visitar oito lugares
antes da morte
Revisitei continentes
outros passei
por onde nunca tinha andado
e já cansada perguntei-me
Para quê tanto viajar
se antes de morrer
o que eu quero mesmo é ser feliz?
Estranhamente
viajei contigo ao lado...
MIA
30 de Maio 2010
e fui por aí...
Despi-me de impostos
e viajei pelo infinito
aconselhada por alguém que
defende visitar oito lugares
antes da morte
Revisitei continentes
outros passei
por onde nunca tinha andado
e já cansada perguntei-me
Para quê tanto viajar
se antes de morrer
o que eu quero mesmo é ser feliz?
Estranhamente
viajei contigo ao lado...
MIA
30 de Maio 2010
Acreditar
Nunca foste capaz de me ler
as palavras que te deixo
e não sei porque me espanto
sabendo que perderiam
algum sentido e paixão
Tu alegas que não
e que as que timidamente
soletras ao meu ouvido
são a tua maneira
de me transformar os sentidos
E eu acredito...
30 Maio 2010
as palavras que te deixo
e não sei porque me espanto
sabendo que perderiam
algum sentido e paixão
Tu alegas que não
e que as que timidamente
soletras ao meu ouvido
são a tua maneira
de me transformar os sentidos
E eu acredito...
30 Maio 2010
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