Hoje
os meus olhos estão negros
Negros cheios de tristeza
por verem dos teus negros olhos
pérolas a desfazer
E ao ver os teus olhos assim
os meus que negros estão
de tão iguais que parecem
ficam sem cor mas não perdem
o doce sabor a mel
num dia triste de Verão
Não quero os meus olhos negros
nem ver nos teus tanta dor
porque o que eu quero mesmo
é voltar a ver-lhes a cor
Por favor...
MIA
31 Agosto 2010
terça-feira, 31 de agosto de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Imaginação
Não quero ver-te assim
com rugas transpirando de tristeza
e olhares perdidos de ocaso
Quero o cheiro do café da manhã
com que me acordas
e os raios de sol dos teus abraços
onde religiosamente me guardas
Quero perder-me de memórias
sem me esquecer de ti
e deixar os receios de partidas
sem datas de regresso a nenhum lugar
E se tudo isso me bastasse
já não precisaria de me inventar
para lembrar o mel que há em ti
MIA
21 Agosto 2010
com rugas transpirando de tristeza
e olhares perdidos de ocaso
Quero o cheiro do café da manhã
com que me acordas
e os raios de sol dos teus abraços
onde religiosamente me guardas
Quero perder-me de memórias
sem me esquecer de ti
e deixar os receios de partidas
sem datas de regresso a nenhum lugar
E se tudo isso me bastasse
já não precisaria de me inventar
para lembrar o mel que há em ti
MIA
21 Agosto 2010
coração
Olha meu amor
se um dia o coração
me saltar fora do peito
segura-o com cuidado
Podes mima-lo
passar a mão de mansinho
e lavá-lo de marcas
das cicatrizes que te contei
Se um dia meu amor
o coração me saltar fora do peito
agarra-o de encontro a ti
porque será teu
até parar de bater
MIA
20 Agosto 2010
se um dia o coração
me saltar fora do peito
segura-o com cuidado
Podes mima-lo
passar a mão de mansinho
e lavá-lo de marcas
das cicatrizes que te contei
Se um dia meu amor
o coração me saltar fora do peito
agarra-o de encontro a ti
porque será teu
até parar de bater
MIA
20 Agosto 2010
Roubo
Quem me roubou
os meus meses de Abril
onde plantei cravos
rosas e cheiros de Alecrim?
Quem me roubou Maio
que crescia em festejos
de abraços e beijos
e luzes de Primavera?
Quem me roubou
os meses quentes de Verão
em que abraçada a ti
vivia ao contrário à espera?
E as folhas tintas de Outono
em fins de tarde pardacentos
onde o sol só era esperança
quem mas roubou?
Quem me roubou os frios de Inverno
quando em plena tempestade
atravessava desertos de querer?
Quem me roubou
os fios de esperança
onde me enrolei
tantas vezes abraçada a mim?
E o sol
e as estrelas
e até as crateras
da superfície lunar
quem me roubou?
Ninguém roubou...
Só fui eu que me perdi!
MIA
18 Agosto 2010
os meus meses de Abril
onde plantei cravos
rosas e cheiros de Alecrim?
Quem me roubou Maio
que crescia em festejos
de abraços e beijos
e luzes de Primavera?
Quem me roubou
os meses quentes de Verão
em que abraçada a ti
vivia ao contrário à espera?
E as folhas tintas de Outono
em fins de tarde pardacentos
onde o sol só era esperança
quem mas roubou?
Quem me roubou os frios de Inverno
quando em plena tempestade
atravessava desertos de querer?
Quem me roubou
os fios de esperança
onde me enrolei
tantas vezes abraçada a mim?
E o sol
e as estrelas
e até as crateras
da superfície lunar
quem me roubou?
Ninguém roubou...
Só fui eu que me perdi!
MIA
18 Agosto 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
murmúrios
Ó doce neblina
que abraças manhãs
ténues de esperança
Afaga-me nos teus cheiros
e leva-me para lá do horizonte
onde há barcos navegando
Porque
o mar aqui tão perto
murmura segredos
que comigo vão ficando...
MIA
Agosto 2010
que abraças manhãs
ténues de esperança
Afaga-me nos teus cheiros
e leva-me para lá do horizonte
onde há barcos navegando
Porque
o mar aqui tão perto
murmura segredos
que comigo vão ficando...
MIA
Agosto 2010
às vezes
Não sei meu amor
se é dor o que escrevo
ou uma forma de sentir
Sei de alegrias
e momentos
de dias brilhantes
e outros nem tanto
Sei de rios
de mares e marés
de cantos e choros
e rumos paralelos
Mas
muitas das vezes
não sei
e isso faz-me ficar
parte do tempo
voando...
MIA
Agosto 2010
se é dor o que escrevo
ou uma forma de sentir
Sei de alegrias
e momentos
de dias brilhantes
e outros nem tanto
Sei de rios
de mares e marés
de cantos e choros
e rumos paralelos
Mas
muitas das vezes
não sei
e isso faz-me ficar
parte do tempo
voando...
MIA
Agosto 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Quero
Não te quero alma gémea
ou forma incestuosa de ser
Quero-te igual a ti
em mim
na diferença de nós.
MIA
Agosto 2010
ou forma incestuosa de ser
Quero-te igual a ti
em mim
na diferença de nós.
MIA
Agosto 2010
Tu e eu
Pensativo perguntavas...
Porque choras de tristeza
quando nos teus olhos
só quero ver a luz do amanhecer?
E eu respondi...
Por favor
não me queiras ler a alma
nem quando o sol brilha
ou mesmo quando a noite
já se fez de madrugada
Mas tu continuavas...
Porque sorris de tristeza
quando da tua boca
só quero ouvir gargalhadas?
E eu respondi...
Por favor
não me perguntes mais nada
porque só quero dar-te o mar
e os meus cheiros de sereia
neste Verão andaluz
E tu acreditaste.
MIA
Agosto 2010
Porque choras de tristeza
quando nos teus olhos
só quero ver a luz do amanhecer?
E eu respondi...
Por favor
não me queiras ler a alma
nem quando o sol brilha
ou mesmo quando a noite
já se fez de madrugada
Mas tu continuavas...
Porque sorris de tristeza
quando da tua boca
só quero ouvir gargalhadas?
E eu respondi...
Por favor
não me perguntes mais nada
porque só quero dar-te o mar
e os meus cheiros de sereia
neste Verão andaluz
E tu acreditaste.
MIA
Agosto 2010
sexta-feira, 30 de julho de 2010
un poema de FABIO MORÁBITO
I
Nos desnudamos tanto
hasta perder el sexo
debajo de la cama,
nos desnudamos tanto
que las moscas juraban
que habíamos muerto.
Te desnudé por dentro,
te desquicié tan hondo
que se extravió mi orgasmo.
Nos desnudamos tanto
que olíamos a quemado,
que cien veces la lava
volvió para escondernos.
II
Me hiciste tanto daño
con tu boca, tus dedos,
me hacías saltar tan alto
que yo era tu estandarte
aunque no hubiera viento.
Me desnudaste tanto
que pronuncie mi nombre
y me dolió la lengua,
los años me dolieron.
Nos desnudamos tanto
que los dioses temblaron,
que cien veces mandaron
las lavas a escondernos.
III
Te frotabas tan rápido
los senos que dos veces
caí en sus remolinos,
movías el culo lento,
en alto, para arrearme
a su negra emboscada,
su mediodía perenne.
Abrías tanto su historia,
gritaba su naufragio...
Nos denudamos tanto
que nonos conocíamos,
que los dioses mandaron
la lava a reinventarnos.
IV
Te desmentí de cabo
a rabo devolviéndote
a tus primeros actos,
te escudriñé profundo
hasta escuchar la historia
amarga de tu cuerpo,
pues sólo el amor sabe
cómo llegar tan hondo
sin molestar la sangre.
Esa noche la lava
mudó si paisaje en piedra.
Tú y yo fuimos lo único
que se murió de veras.
Nos desnudamos tanto
hasta perder el sexo
debajo de la cama,
nos desnudamos tanto
que las moscas juraban
que habíamos muerto.
Te desnudé por dentro,
te desquicié tan hondo
que se extravió mi orgasmo.
Nos desnudamos tanto
que olíamos a quemado,
que cien veces la lava
volvió para escondernos.
II
Me hiciste tanto daño
con tu boca, tus dedos,
me hacías saltar tan alto
que yo era tu estandarte
aunque no hubiera viento.
Me desnudaste tanto
que pronuncie mi nombre
y me dolió la lengua,
los años me dolieron.
Nos desnudamos tanto
que los dioses temblaron,
que cien veces mandaron
las lavas a escondernos.
III
Te frotabas tan rápido
los senos que dos veces
caí en sus remolinos,
movías el culo lento,
en alto, para arrearme
a su negra emboscada,
su mediodía perenne.
Abrías tanto su historia,
gritaba su naufragio...
Nos denudamos tanto
que nonos conocíamos,
que los dioses mandaron
la lava a reinventarnos.
IV
Te desmentí de cabo
a rabo devolviéndote
a tus primeros actos,
te escudriñé profundo
hasta escuchar la historia
amarga de tu cuerpo,
pues sólo el amor sabe
cómo llegar tan hondo
sin molestar la sangre.
Esa noche la lava
mudó si paisaje en piedra.
Tú y yo fuimos lo único
que se murió de veras.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
incêndio de Verão
Meu amor
vem-me buscar no teu abraço
e leva-me deste nevoeiro de cinzas
com que a minha cidade acordou
O verde deixou de ser
o Sol parece em eclipse
e até os meus olhos
lacrimejantes de fumo
se confundem com a saudade
Quero partir
como quem parte à procura
dum novo dia
num novo lugar
onde o cheiro do mar nos embale
e as nossas mãos se fundam
como se fossemos um só
Vem depressa
como se fosse a última vez...
MIA
Jul 2010
vem-me buscar no teu abraço
e leva-me deste nevoeiro de cinzas
com que a minha cidade acordou
O verde deixou de ser
o Sol parece em eclipse
e até os meus olhos
lacrimejantes de fumo
se confundem com a saudade
Quero partir
como quem parte à procura
dum novo dia
num novo lugar
onde o cheiro do mar nos embale
e as nossas mãos se fundam
como se fossemos um só
Vem depressa
como se fosse a última vez...
MIA
Jul 2010
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