Só ouço vozes
demasiadas vozes
de quem se quer ouvir e não cala
Falam de milhões
como quem fala de "tostões"
falam do que sabem
ou do que pensam saber
e até falam do que vão fazer
São vozes aos molhos
vozes que cansam de tanto poder
e nós calados...
MIA
30 Outº 2010
sábado, 30 de outubro de 2010
Saudade
São tantos os nomes
que guardo de ti
que já não sei como chamar-te
São tantos os dias
são tantas as horas
são tantos os momentos
que agora
chamo-te apenas SAUDADE.
MIA
30 Outº2010
que guardo de ti
que já não sei como chamar-te
São tantos os dias
são tantas as horas
são tantos os momentos
que agora
chamo-te apenas SAUDADE.
MIA
30 Outº2010
30 Outubro
Amanhã
vou ter de viver mais uma hora
que ninguém me perguntou
se eu queria ou gostaria
Não vou ver o sol acordar
o frio vai chegar mais cedo
e só eu vou ficar ainda mais tarde
que de tão tarde se fará de novo dia
Mais uma hora
que me hão de novo tirar
quando quiser viver mais um dia...
MIA
30 Outº 2010
vou ter de viver mais uma hora
que ninguém me perguntou
se eu queria ou gostaria
Não vou ver o sol acordar
o frio vai chegar mais cedo
e só eu vou ficar ainda mais tarde
que de tão tarde se fará de novo dia
Mais uma hora
que me hão de novo tirar
quando quiser viver mais um dia...
MIA
30 Outº 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Só um poema
Passas à espreita dum poema
como quem não quer ser visto
Às vezes
ficas sentado à espera
que um simples grito
seja um ai de silêncios guardados
Outras vezes
passas como simples corrente de ar
batendo com portas e janelas
só para te verem passar
Mas de todas as vezes que passas
escondes o rosto
e fico curiosa por te não ver...
MIA
28 Outº 2010
como quem não quer ser visto
Às vezes
ficas sentado à espera
que um simples grito
seja um ai de silêncios guardados
Outras vezes
passas como simples corrente de ar
batendo com portas e janelas
só para te verem passar
Mas de todas as vezes que passas
escondes o rosto
e fico curiosa por te não ver...
MIA
28 Outº 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
A minha "casa"
A minha "casa"
tem metro
centros comerciais
hospitais
centro de saúde
farmácias
escolas
infantários
poucos lares de apoio
e gente
muita gente que entra e sai
Muitas das ruas
não são ruas nem vielas
só artérias com trombos
asfixiando quem tem de passar
A minha "casa" não tem rio
nem jangadas
mas tem fome e lágrimas
que não estão de passagem
A minha "casa" é a minha cidade
onde poder abrir as janelas é um direito
e respirar qualidade uma obrigação
e isso, ainda não tem...
MIA
26 Outº.2010
tem metro
centros comerciais
hospitais
centro de saúde
farmácias
escolas
infantários
poucos lares de apoio
e gente
muita gente que entra e sai
Muitas das ruas
não são ruas nem vielas
só artérias com trombos
asfixiando quem tem de passar
A minha "casa" não tem rio
nem jangadas
mas tem fome e lágrimas
que não estão de passagem
A minha "casa" é a minha cidade
onde poder abrir as janelas é um direito
e respirar qualidade uma obrigação
e isso, ainda não tem...
MIA
26 Outº.2010
sábado, 23 de outubro de 2010
caminhada
Tanto
que passei p'ra aqui chegar
E foram ruas
e ruelas
portas
e casas sem janelas
Ficou o vento
o sol
o tempo
quem sabe
um lamento...
MIA
23 Outº 2010
que passei p'ra aqui chegar
E foram ruas
e ruelas
portas
e casas sem janelas
Ficou o vento
o sol
o tempo
quem sabe
um lamento...
MIA
23 Outº 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Quando
Quando te leio
passeio pelas tuas palavras
espreitando por portas e janelas
a ver se te vejo passar
Quando te ouço
visto um fato de astronauta
e mesmo sem rotas
fico à espera de voar
Quando mergulho na tua voz
dispo o silêncio dos meus sentidos
que se espreguiça no teu dizer
e fico à espera de mais...
MIA
19 Outº2010
passeio pelas tuas palavras
espreitando por portas e janelas
a ver se te vejo passar
Quando te ouço
visto um fato de astronauta
e mesmo sem rotas
fico à espera de voar
Quando mergulho na tua voz
dispo o silêncio dos meus sentidos
que se espreguiça no teu dizer
e fico à espera de mais...
MIA
19 Outº2010
sábado, 16 de outubro de 2010
para os meus amigos
Gostava que os teus olhos
fossem dois enormes corações
Não interessava a cor...
Podiam ser pretos, azuis,
verdes, até um de cada cor
Acima de tudo
que me olhassem brilhando
transparentes
como a água das fontes.
MIA
16 Outº 2010
fossem dois enormes corações
Não interessava a cor...
Podiam ser pretos, azuis,
verdes, até um de cada cor
Acima de tudo
que me olhassem brilhando
transparentes
como a água das fontes.
MIA
16 Outº 2010
Menino
Vi de novo os teus olhos
grandes
negros de espanto
e quem sabe de fome
Olhos enormes
numa cabeça de formiguinha
assustada e sedenta
não sei se de amor ou pão
Uns olhos
que não vou esquecer
de ti menino
que não és do Rio
mas bem português
MIA
16 Outº 2010
grandes
negros de espanto
e quem sabe de fome
Olhos enormes
numa cabeça de formiguinha
assustada e sedenta
não sei se de amor ou pão
Uns olhos
que não vou esquecer
de ti menino
que não és do Rio
mas bem português
MIA
16 Outº 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
é bom recordar-te
Lembras meu amor
daquele verão quente
onde me soltavas os cabelos
e de seios apontados à lua me fazias voar?
Lembras meu amor
de nos encontrarmos de tão perdidos
e de jurar que o nosso futuro
seria a superfície lunar?
Lembras
que de tantas vezes nos perdermos
deixamos de nos encontrar?
Tu embarcaste no comboio descendente
à procura do movimento das searas
e eu atravessei o equador
para não sentir o frio da tua ausência...
E ainda lembras meu amor
quando tanto tempo depois
nos voltamos a encontrar
naquela estação de fim do mundo
e nunca mais nos deixamos?
Tu tinhas o mesmo olhar de procura
e eu, dizias tu
só tinha os cabelos mais curtos.
Deixamos que a luta dos outros
passasse a ser a nossa
e ficamos anónimamente juntos
até à tua partida sem regresso
Agora sou eu que lembro
e já não te quero esquecer...
MIA
15 Outº 2010
daquele verão quente
onde me soltavas os cabelos
e de seios apontados à lua me fazias voar?
Lembras meu amor
de nos encontrarmos de tão perdidos
e de jurar que o nosso futuro
seria a superfície lunar?
Lembras
que de tantas vezes nos perdermos
deixamos de nos encontrar?
Tu embarcaste no comboio descendente
à procura do movimento das searas
e eu atravessei o equador
para não sentir o frio da tua ausência...
E ainda lembras meu amor
quando tanto tempo depois
nos voltamos a encontrar
naquela estação de fim do mundo
e nunca mais nos deixamos?
Tu tinhas o mesmo olhar de procura
e eu, dizias tu
só tinha os cabelos mais curtos.
Deixamos que a luta dos outros
passasse a ser a nossa
e ficamos anónimamente juntos
até à tua partida sem regresso
Agora sou eu que lembro
e já não te quero esquecer...
MIA
15 Outº 2010
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