Já tristeza não é...
É o brilho das estrelas
que iluminam os campos
em noites de tempestade
É a poesia caída dos seios
formando um rio
que banha a cidade
É a liberdade do mar
das vagas e das marés
desfeitas de prazer ao vento
É a paz feita ternura
em dias de nevoeiro denso
á procura do aconchego
É a vida pulsando
mesmo quando as folhas
jazem em pleno Outono.
MIA
6 Novº 2010
sábado, 6 de novembro de 2010
Já não há...
Já não há estrelas nem luar
nem trompas de alvorada
anunciando o amanhecer
Já não há flores nem Primavera
nem cânticos da madrugada
lembrando o dia nascer
Já não há sol nem esperança
nem beijos ou abraços
nem sorrisos de criança
Já não há nada, já nada é nada...
Ficou o silêncio
de úteros desfeitos de pranto.
MIA
6 Novº 2010
nem trompas de alvorada
anunciando o amanhecer
Já não há flores nem Primavera
nem cânticos da madrugada
lembrando o dia nascer
Já não há sol nem esperança
nem beijos ou abraços
nem sorrisos de criança
Já não há nada, já nada é nada...
Ficou o silêncio
de úteros desfeitos de pranto.
MIA
6 Novº 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Memórias
"Partiste num dia de nevoeiro
no meio de juras e abraços
que a nossa boca selou
não sem antes
me desfazeres as tranças negras
que me deixou os cabelos ao vento
cheios de esperança
Eram tão tristes as cartas
e tão longos os caminhos
que eu desesperava de medo
e de tanto te amar
só pedia que voltasses
mesmo que fosse pela metade
Sentia que te ia perder
de tão ausente que ficaste
e estas mãos que te prenderam
abriram-se de liberdade
sem entender que jamais
voltariam a segurar nas tuas
Os meus cabelos
continuaram ao vento,
à chuva, ao frio
e deixei-os tapar-me o rosto
quando as lágrimas caíram sem parar
no dia em que o sol se fez noite
Ficou-me a dor imensa
de não saber quando te perdi
Se quando partiste
com os olhos rasos de água
ou só quando o adeus
foi o último ai que não ouvi
e ainda hoje me pergunto
porque te deixaste partir."
MIA
1 Novº 2010
no meio de juras e abraços
que a nossa boca selou
não sem antes
me desfazeres as tranças negras
que me deixou os cabelos ao vento
cheios de esperança
Eram tão tristes as cartas
e tão longos os caminhos
que eu desesperava de medo
e de tanto te amar
só pedia que voltasses
mesmo que fosse pela metade
Sentia que te ia perder
de tão ausente que ficaste
e estas mãos que te prenderam
abriram-se de liberdade
sem entender que jamais
voltariam a segurar nas tuas
Os meus cabelos
continuaram ao vento,
à chuva, ao frio
e deixei-os tapar-me o rosto
quando as lágrimas caíram sem parar
no dia em que o sol se fez noite
Ficou-me a dor imensa
de não saber quando te perdi
Se quando partiste
com os olhos rasos de água
ou só quando o adeus
foi o último ai que não ouvi
e ainda hoje me pergunto
porque te deixaste partir."
MIA
1 Novº 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Falcão
Para ti - "Nos céus da Beira"
O cair do dia
não era o mesmo
sem o teu voo altaneiro
e todos os dias
por entre castanheiros quase nus
procurava-te
como se há muito te não visse
Mas um dia a tarde caíu
e tu não estavas mais
Foram dias e tardes a olhar o céu
a ver se te encontrava
mas tu já não vinhas
e o entardecer ficou mais triste
Até que um dia
tal D. Sebastião vindo do nevoeiro
voltaste triste à procura dos meus olhos
Vinhas sem brilho
cabisbaixo, de asas feridas
Peguei-te no colo, sequei-te as lágrimas
e no calor da lareira crepitante
aqueci-te dos primeiros frios
As tuas cores voltaram a brilhar
dei-te a beber um beijo
e só porque te quis guardar
levei-te à janela e deixei-te de novo voar.
Na partida
prometeste voltar todas as tardes
à hora do sol pôr...
Beijo
MIA
1 Novº 2010
O cair do dia
não era o mesmo
sem o teu voo altaneiro
e todos os dias
por entre castanheiros quase nus
procurava-te
como se há muito te não visse
Mas um dia a tarde caíu
e tu não estavas mais
Foram dias e tardes a olhar o céu
a ver se te encontrava
mas tu já não vinhas
e o entardecer ficou mais triste
Até que um dia
tal D. Sebastião vindo do nevoeiro
voltaste triste à procura dos meus olhos
Vinhas sem brilho
cabisbaixo, de asas feridas
Peguei-te no colo, sequei-te as lágrimas
e no calor da lareira crepitante
aqueci-te dos primeiros frios
As tuas cores voltaram a brilhar
dei-te a beber um beijo
e só porque te quis guardar
levei-te à janela e deixei-te de novo voar.
Na partida
prometeste voltar todas as tardes
à hora do sol pôr...
Beijo
MIA
1 Novº 2010
sábado, 30 de outubro de 2010
Orçamento
Só ouço vozes
demasiadas vozes
de quem se quer ouvir e não cala
Falam de milhões
como quem fala de "tostões"
falam do que sabem
ou do que pensam saber
e até falam do que vão fazer
São vozes aos molhos
vozes que cansam de tanto poder
e nós calados...
MIA
30 Outº 2010
demasiadas vozes
de quem se quer ouvir e não cala
Falam de milhões
como quem fala de "tostões"
falam do que sabem
ou do que pensam saber
e até falam do que vão fazer
São vozes aos molhos
vozes que cansam de tanto poder
e nós calados...
MIA
30 Outº 2010
Saudade
São tantos os nomes
que guardo de ti
que já não sei como chamar-te
São tantos os dias
são tantas as horas
são tantos os momentos
que agora
chamo-te apenas SAUDADE.
MIA
30 Outº2010
que guardo de ti
que já não sei como chamar-te
São tantos os dias
são tantas as horas
são tantos os momentos
que agora
chamo-te apenas SAUDADE.
MIA
30 Outº2010
30 Outubro
Amanhã
vou ter de viver mais uma hora
que ninguém me perguntou
se eu queria ou gostaria
Não vou ver o sol acordar
o frio vai chegar mais cedo
e só eu vou ficar ainda mais tarde
que de tão tarde se fará de novo dia
Mais uma hora
que me hão de novo tirar
quando quiser viver mais um dia...
MIA
30 Outº 2010
vou ter de viver mais uma hora
que ninguém me perguntou
se eu queria ou gostaria
Não vou ver o sol acordar
o frio vai chegar mais cedo
e só eu vou ficar ainda mais tarde
que de tão tarde se fará de novo dia
Mais uma hora
que me hão de novo tirar
quando quiser viver mais um dia...
MIA
30 Outº 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Só um poema
Passas à espreita dum poema
como quem não quer ser visto
Às vezes
ficas sentado à espera
que um simples grito
seja um ai de silêncios guardados
Outras vezes
passas como simples corrente de ar
batendo com portas e janelas
só para te verem passar
Mas de todas as vezes que passas
escondes o rosto
e fico curiosa por te não ver...
MIA
28 Outº 2010
como quem não quer ser visto
Às vezes
ficas sentado à espera
que um simples grito
seja um ai de silêncios guardados
Outras vezes
passas como simples corrente de ar
batendo com portas e janelas
só para te verem passar
Mas de todas as vezes que passas
escondes o rosto
e fico curiosa por te não ver...
MIA
28 Outº 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
A minha "casa"
A minha "casa"
tem metro
centros comerciais
hospitais
centro de saúde
farmácias
escolas
infantários
poucos lares de apoio
e gente
muita gente que entra e sai
Muitas das ruas
não são ruas nem vielas
só artérias com trombos
asfixiando quem tem de passar
A minha "casa" não tem rio
nem jangadas
mas tem fome e lágrimas
que não estão de passagem
A minha "casa" é a minha cidade
onde poder abrir as janelas é um direito
e respirar qualidade uma obrigação
e isso, ainda não tem...
MIA
26 Outº.2010
tem metro
centros comerciais
hospitais
centro de saúde
farmácias
escolas
infantários
poucos lares de apoio
e gente
muita gente que entra e sai
Muitas das ruas
não são ruas nem vielas
só artérias com trombos
asfixiando quem tem de passar
A minha "casa" não tem rio
nem jangadas
mas tem fome e lágrimas
que não estão de passagem
A minha "casa" é a minha cidade
onde poder abrir as janelas é um direito
e respirar qualidade uma obrigação
e isso, ainda não tem...
MIA
26 Outº.2010
sábado, 23 de outubro de 2010
caminhada
Tanto
que passei p'ra aqui chegar
E foram ruas
e ruelas
portas
e casas sem janelas
Ficou o vento
o sol
o tempo
quem sabe
um lamento...
MIA
23 Outº 2010
que passei p'ra aqui chegar
E foram ruas
e ruelas
portas
e casas sem janelas
Ficou o vento
o sol
o tempo
quem sabe
um lamento...
MIA
23 Outº 2010
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