"O amor e o tempo" (...e o título é teu)
Ainda o tempo não havia
e já o amor crescia
com todo o tempo p'ra amar
Era o amor Primavera
de botões feitos rosa
desfolhada em pleno Verão
moribundo de sonhos
renascidos nas folhas caídas
dum amor de Outono
Era o amor maduro de ternura
renascido nos frios d'Inverno
de ainda ter tempo para amar
Era o amor saudade
sem tempo para esquecer
Era um outro tempo
à espera de nova Primavera
sem tempo para morrer.
MIA
14 Novº 2010
domingo, 14 de novembro de 2010
sábado, 13 de novembro de 2010
resposta
Só a tua dor quebrou o meu silêncio...
Cubro de abraços
o teu peito desfeito de dor
num dia sem hora marcada
Cubro-te dos abraços
que me fazem falta
porque mais não posso dar-te
quando eu mesma vivo
embrulhada duma dor
sem morte anunciada
Cubro o teu rosto de beijos
inocentes beijos
com sabor a lágrimas...
Um beijo
MIA
13 novº 2010
Cubro de abraços
o teu peito desfeito de dor
num dia sem hora marcada
Cubro-te dos abraços
que me fazem falta
porque mais não posso dar-te
quando eu mesma vivo
embrulhada duma dor
sem morte anunciada
Cubro o teu rosto de beijos
inocentes beijos
com sabor a lágrimas...
Um beijo
MIA
13 novº 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Por favor lê-me um poema...
Pode ser um daqueles, de guerra,
onde a tua voz forte treme
e os olhos choram de dor
Um daqueles
onde eu possa chorar contigo
a saudade duma dor adormecida
Um, que me possa dizer
que alguém no meio da morte
sentiu a piedade de alguém
e confundiu a mão amiga
com o colo de sua mãe
Por favor lê-me um poema...
daqueles que me fizeram lembrar
que ainda não tinha esquecido.
Um beijo
MIA
9 Novº2010
Pode ser um daqueles, de guerra,
onde a tua voz forte treme
e os olhos choram de dor
Um daqueles
onde eu possa chorar contigo
a saudade duma dor adormecida
Um, que me possa dizer
que alguém no meio da morte
sentiu a piedade de alguém
e confundiu a mão amiga
com o colo de sua mãe
Por favor lê-me um poema...
daqueles que me fizeram lembrar
que ainda não tinha esquecido.
Um beijo
MIA
9 Novº2010
Prece
Chorai, chorai ó nuvens do meus país,
chorai de raiva se preciso for
porque estamos cansados da mesma cor
...
Formem-se ventos e vendavais
varram-se os silêncios que calam
e erga-se bem alto a voz em vez dos ais
Que os trovões se ouçam
e o raio que os parta nos ilumine
porque é preciso dizer basta de tanto ouvir
Chorai, ó nuvens chorai,
baixinho, devagarinho, docemente,
como quem chora um filho às portas da morte!
MIA
6 Novº 2010
sábado, 6 de novembro de 2010
já tristeza não é
Já tristeza não é...
É o brilho das estrelas
que iluminam os campos
em noites de tempestade
É a poesia caída dos seios
formando um rio
que banha a cidade
É a liberdade do mar
das vagas e das marés
desfeitas de prazer ao vento
É a paz feita ternura
em dias de nevoeiro denso
á procura do aconchego
É a vida pulsando
mesmo quando as folhas
jazem em pleno Outono.
MIA
6 Novº 2010
É o brilho das estrelas
que iluminam os campos
em noites de tempestade
É a poesia caída dos seios
formando um rio
que banha a cidade
É a liberdade do mar
das vagas e das marés
desfeitas de prazer ao vento
É a paz feita ternura
em dias de nevoeiro denso
á procura do aconchego
É a vida pulsando
mesmo quando as folhas
jazem em pleno Outono.
MIA
6 Novº 2010
Já não há...
Já não há estrelas nem luar
nem trompas de alvorada
anunciando o amanhecer
Já não há flores nem Primavera
nem cânticos da madrugada
lembrando o dia nascer
Já não há sol nem esperança
nem beijos ou abraços
nem sorrisos de criança
Já não há nada, já nada é nada...
Ficou o silêncio
de úteros desfeitos de pranto.
MIA
6 Novº 2010
nem trompas de alvorada
anunciando o amanhecer
Já não há flores nem Primavera
nem cânticos da madrugada
lembrando o dia nascer
Já não há sol nem esperança
nem beijos ou abraços
nem sorrisos de criança
Já não há nada, já nada é nada...
Ficou o silêncio
de úteros desfeitos de pranto.
MIA
6 Novº 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Memórias
"Partiste num dia de nevoeiro
no meio de juras e abraços
que a nossa boca selou
não sem antes
me desfazeres as tranças negras
que me deixou os cabelos ao vento
cheios de esperança
Eram tão tristes as cartas
e tão longos os caminhos
que eu desesperava de medo
e de tanto te amar
só pedia que voltasses
mesmo que fosse pela metade
Sentia que te ia perder
de tão ausente que ficaste
e estas mãos que te prenderam
abriram-se de liberdade
sem entender que jamais
voltariam a segurar nas tuas
Os meus cabelos
continuaram ao vento,
à chuva, ao frio
e deixei-os tapar-me o rosto
quando as lágrimas caíram sem parar
no dia em que o sol se fez noite
Ficou-me a dor imensa
de não saber quando te perdi
Se quando partiste
com os olhos rasos de água
ou só quando o adeus
foi o último ai que não ouvi
e ainda hoje me pergunto
porque te deixaste partir."
MIA
1 Novº 2010
no meio de juras e abraços
que a nossa boca selou
não sem antes
me desfazeres as tranças negras
que me deixou os cabelos ao vento
cheios de esperança
Eram tão tristes as cartas
e tão longos os caminhos
que eu desesperava de medo
e de tanto te amar
só pedia que voltasses
mesmo que fosse pela metade
Sentia que te ia perder
de tão ausente que ficaste
e estas mãos que te prenderam
abriram-se de liberdade
sem entender que jamais
voltariam a segurar nas tuas
Os meus cabelos
continuaram ao vento,
à chuva, ao frio
e deixei-os tapar-me o rosto
quando as lágrimas caíram sem parar
no dia em que o sol se fez noite
Ficou-me a dor imensa
de não saber quando te perdi
Se quando partiste
com os olhos rasos de água
ou só quando o adeus
foi o último ai que não ouvi
e ainda hoje me pergunto
porque te deixaste partir."
MIA
1 Novº 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Falcão
Para ti - "Nos céus da Beira"
O cair do dia
não era o mesmo
sem o teu voo altaneiro
e todos os dias
por entre castanheiros quase nus
procurava-te
como se há muito te não visse
Mas um dia a tarde caíu
e tu não estavas mais
Foram dias e tardes a olhar o céu
a ver se te encontrava
mas tu já não vinhas
e o entardecer ficou mais triste
Até que um dia
tal D. Sebastião vindo do nevoeiro
voltaste triste à procura dos meus olhos
Vinhas sem brilho
cabisbaixo, de asas feridas
Peguei-te no colo, sequei-te as lágrimas
e no calor da lareira crepitante
aqueci-te dos primeiros frios
As tuas cores voltaram a brilhar
dei-te a beber um beijo
e só porque te quis guardar
levei-te à janela e deixei-te de novo voar.
Na partida
prometeste voltar todas as tardes
à hora do sol pôr...
Beijo
MIA
1 Novº 2010
O cair do dia
não era o mesmo
sem o teu voo altaneiro
e todos os dias
por entre castanheiros quase nus
procurava-te
como se há muito te não visse
Mas um dia a tarde caíu
e tu não estavas mais
Foram dias e tardes a olhar o céu
a ver se te encontrava
mas tu já não vinhas
e o entardecer ficou mais triste
Até que um dia
tal D. Sebastião vindo do nevoeiro
voltaste triste à procura dos meus olhos
Vinhas sem brilho
cabisbaixo, de asas feridas
Peguei-te no colo, sequei-te as lágrimas
e no calor da lareira crepitante
aqueci-te dos primeiros frios
As tuas cores voltaram a brilhar
dei-te a beber um beijo
e só porque te quis guardar
levei-te à janela e deixei-te de novo voar.
Na partida
prometeste voltar todas as tardes
à hora do sol pôr...
Beijo
MIA
1 Novº 2010
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