Já não sei se sonho
quando olho o luar
ou quando me deito
à procura de sonhar
Parasse o tempo
no meio do meu tempo
e eu mudaria o tempo de sonhar
Mas o relógio nunca pára
e sempre que a manhã acorda
cedo cai a noite do meu despertar
Já não sei se sonhe
se parta, se volte
se ria, se chore
ou deixe só o tempo passar...
MIA
23 Novº2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
domingo, 21 de novembro de 2010
À procura do sol
Rasguei caminhos
e fui por ai
à procura do teu olhar
camuflado de cinza
Olhei à volta,
de costas, de frente,
mas não cansei
e de repente senti-te
como se fosses só meu
à espreita duma nuvem
que teimava em chorar
Chegaste no meio de tantas cores
que fiquei abraçada a ti
sem ver o tempo passar
e foram tantos os momentos
que deixei-me levar
arrastada como se não tivesse pés
para lá das nuvens
sempre à procura do teu olhar.
MIA
21 Nov. 2010
e fui por ai
à procura do teu olhar
camuflado de cinza
Olhei à volta,
de costas, de frente,
mas não cansei
e de repente senti-te
como se fosses só meu
à espreita duma nuvem
que teimava em chorar
Chegaste no meio de tantas cores
que fiquei abraçada a ti
sem ver o tempo passar
e foram tantos os momentos
que deixei-me levar
arrastada como se não tivesse pés
para lá das nuvens
sempre à procura do teu olhar.
MIA
21 Nov. 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
só um poema, ou um poema só
Sou um poema do tempo
da chuva, do vendaval.
Um poema escrito
nas colinas envidraçadas
ou o poema feito espuma
em noite de temporal.
Sou o poema que não leio
quando espreito para lá da cortina
do teu olhar feito bruma
esperando o Inverno chegar.
MIA
19 Nov 2010
da chuva, do vendaval.
Um poema escrito
nas colinas envidraçadas
ou o poema feito espuma
em noite de temporal.
Sou o poema que não leio
quando espreito para lá da cortina
do teu olhar feito bruma
esperando o Inverno chegar.
MIA
19 Nov 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Girassol
Vem comigo, sem medo
A-bre a tua mão
P-ega na minha e vamos
P-intar um girassol
A-marelo por fora
C-astanho no meio
D-e cor verde o caule
M-ate nas folhas gigantes
Vês, que lindo que ficou...
Agora vamos fazer mais,
muitos, muitos mais,
para plantar num jardim inventado
e dar um a cada menino como tu
A minha mão na tua
o pincel deslizando numa dança
e o brilho do teu olhar
que há-de ser sempre de criança
MIA
18 Novº 2010
A-bre a tua mão
P-ega na minha e vamos
P-intar um girassol
A-marelo por fora
C-astanho no meio
D-e cor verde o caule
M-ate nas folhas gigantes
Vês, que lindo que ficou...
Agora vamos fazer mais,
muitos, muitos mais,
para plantar num jardim inventado
e dar um a cada menino como tu
A minha mão na tua
o pincel deslizando numa dança
e o brilho do teu olhar
que há-de ser sempre de criança
MIA
18 Novº 2010
domingo, 14 de novembro de 2010
"O amor e o tempo" (...e o título é teu)
Ainda o tempo não havia
e já o amor crescia
com todo o tempo p'ra amar
Era o amor Primavera
de botões feitos rosa
desfolhada em pleno Verão
moribundo de sonhos
renascidos nas folhas caídas
dum amor de Outono
Era o amor maduro de ternura
renascido nos frios d'Inverno
de ainda ter tempo para amar
Era o amor saudade
sem tempo para esquecer
Era um outro tempo
à espera de nova Primavera
sem tempo para morrer.
MIA
14 Novº 2010
Ainda o tempo não havia
e já o amor crescia
com todo o tempo p'ra amar
Era o amor Primavera
de botões feitos rosa
desfolhada em pleno Verão
moribundo de sonhos
renascidos nas folhas caídas
dum amor de Outono
Era o amor maduro de ternura
renascido nos frios d'Inverno
de ainda ter tempo para amar
Era o amor saudade
sem tempo para esquecer
Era um outro tempo
à espera de nova Primavera
sem tempo para morrer.
MIA
14 Novº 2010
sábado, 13 de novembro de 2010
resposta
Só a tua dor quebrou o meu silêncio...
Cubro de abraços
o teu peito desfeito de dor
num dia sem hora marcada
Cubro-te dos abraços
que me fazem falta
porque mais não posso dar-te
quando eu mesma vivo
embrulhada duma dor
sem morte anunciada
Cubro o teu rosto de beijos
inocentes beijos
com sabor a lágrimas...
Um beijo
MIA
13 novº 2010
Cubro de abraços
o teu peito desfeito de dor
num dia sem hora marcada
Cubro-te dos abraços
que me fazem falta
porque mais não posso dar-te
quando eu mesma vivo
embrulhada duma dor
sem morte anunciada
Cubro o teu rosto de beijos
inocentes beijos
com sabor a lágrimas...
Um beijo
MIA
13 novº 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Por favor lê-me um poema...
Pode ser um daqueles, de guerra,
onde a tua voz forte treme
e os olhos choram de dor
Um daqueles
onde eu possa chorar contigo
a saudade duma dor adormecida
Um, que me possa dizer
que alguém no meio da morte
sentiu a piedade de alguém
e confundiu a mão amiga
com o colo de sua mãe
Por favor lê-me um poema...
daqueles que me fizeram lembrar
que ainda não tinha esquecido.
Um beijo
MIA
9 Novº2010
Pode ser um daqueles, de guerra,
onde a tua voz forte treme
e os olhos choram de dor
Um daqueles
onde eu possa chorar contigo
a saudade duma dor adormecida
Um, que me possa dizer
que alguém no meio da morte
sentiu a piedade de alguém
e confundiu a mão amiga
com o colo de sua mãe
Por favor lê-me um poema...
daqueles que me fizeram lembrar
que ainda não tinha esquecido.
Um beijo
MIA
9 Novº2010
Prece
Chorai, chorai ó nuvens do meus país,
chorai de raiva se preciso for
porque estamos cansados da mesma cor
...
Formem-se ventos e vendavais
varram-se os silêncios que calam
e erga-se bem alto a voz em vez dos ais
Que os trovões se ouçam
e o raio que os parta nos ilumine
porque é preciso dizer basta de tanto ouvir
Chorai, ó nuvens chorai,
baixinho, devagarinho, docemente,
como quem chora um filho às portas da morte!
MIA
6 Novº 2010
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