Deixa-me
acaba rápido os teus dias
cai de velho
transforma-te em pó
e que te leve o vento
Quero esquecer o furacão
que transformou meus olhos
em rios sem margem para descansar
e na última badalada da tua vida
vou erguer bem alto a minha voz
e dizer que morreste
sem te deixar uma única flor
do meu jardim inventado
Sai de mim
porque quero viver
sem ter de fazer de morta o tempo inteiro
MIA
30 Dezº 2010
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Onde não quero ir
Podia ir por aí
mas não vou
fico-me na paisagem
de olhares perdidos
sem leitura de amanhecer
Podia ir por aí
mas não quero
fico-me no desencontro
dos dias sem horas
marcados de mudança
Podia ir por aí
mas nunca vou
por onde não quero ir
MIA
27 Dezº 2010
mas não vou
fico-me na paisagem
de olhares perdidos
sem leitura de amanhecer
Podia ir por aí
mas não quero
fico-me no desencontro
dos dias sem horas
marcados de mudança
Podia ir por aí
mas nunca vou
por onde não quero ir
MIA
27 Dezº 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
um poema
Queria escrever um poema
Um poema de todos os dias
onde a mesa farta
não aparecesse por magia
e as bocas
estivessem povoadas de dentes
Um poema levantado do chão
onde o mármore polido
serve de cama
e o cartão a desfazer-se
o veludo que aquece a noite
Um poema de esperança
onde úteros rasgados de dor
não podem ser a mortalha
de filhos deixados
no abandono das ruas
Queria
só escrever um poema de Natal
e não fui capaz...
MIA
20 Dezº 2010
Um poema de todos os dias
onde a mesa farta
não aparecesse por magia
e as bocas
estivessem povoadas de dentes
Um poema levantado do chão
onde o mármore polido
serve de cama
e o cartão a desfazer-se
o veludo que aquece a noite
Um poema de esperança
onde úteros rasgados de dor
não podem ser a mortalha
de filhos deixados
no abandono das ruas
Queria
só escrever um poema de Natal
e não fui capaz...
MIA
20 Dezº 2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Para ti
Já não sei se choro
quando lembro a tua solidão povoada de desejos
Sempre que chorares de dor
lamber-te-ei as lágrimas que molham teu rosto
e da minha boca
florirão de novo as rosas do teu jardim encantado
Deixa que aconteça
de novo a Primavera no verde do teu olhar...
MIA
14 Dezº 2010
quando lembro a tua solidão povoada de desejos
Sempre que chorares de dor
lamber-te-ei as lágrimas que molham teu rosto
e da minha boca
florirão de novo as rosas do teu jardim encantado
Deixa que aconteça
de novo a Primavera no verde do teu olhar...
MIA
14 Dezº 2010
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Paris
Era já Outono
naquele ano que corria
sem tempo para adormecer
A multidão éramos nós
e no calor de um beijo
incendiava-se Paris de desejo
quando a noite se fazia madrugada
Anos mais tarde
já Outono não era
e de nós só a cidade existia
O encanto era o cansaço
na morte de todos os dias
onde as horas não sonhavam
de adormecidas no meu peito
Era Paris sem luz...
MIA
5 Dezº 2010
naquele ano que corria
sem tempo para adormecer
A multidão éramos nós
e no calor de um beijo
incendiava-se Paris de desejo
quando a noite se fazia madrugada
Anos mais tarde
já Outono não era
e de nós só a cidade existia
O encanto era o cansaço
na morte de todos os dias
onde as horas não sonhavam
de adormecidas no meu peito
Era Paris sem luz...
MIA
5 Dezº 2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
O sonho e o tempo
Já não sei se sonho
quando olho o luar
ou quando me deito
à procura de sonhar
Parasse o tempo
no meio do meu tempo
e eu mudaria o tempo de sonhar
Mas o relógio nunca pára
e sempre que a manhã acorda
cedo cai a noite do meu despertar
Já não sei se sonhe
se parta, se volte
se ria, se chore
ou deixe só o tempo passar...
MIA
23 Novº2010
quando olho o luar
ou quando me deito
à procura de sonhar
Parasse o tempo
no meio do meu tempo
e eu mudaria o tempo de sonhar
Mas o relógio nunca pára
e sempre que a manhã acorda
cedo cai a noite do meu despertar
Já não sei se sonhe
se parta, se volte
se ria, se chore
ou deixe só o tempo passar...
MIA
23 Novº2010
domingo, 21 de novembro de 2010
À procura do sol
Rasguei caminhos
e fui por ai
à procura do teu olhar
camuflado de cinza
Olhei à volta,
de costas, de frente,
mas não cansei
e de repente senti-te
como se fosses só meu
à espreita duma nuvem
que teimava em chorar
Chegaste no meio de tantas cores
que fiquei abraçada a ti
sem ver o tempo passar
e foram tantos os momentos
que deixei-me levar
arrastada como se não tivesse pés
para lá das nuvens
sempre à procura do teu olhar.
MIA
21 Nov. 2010
e fui por ai
à procura do teu olhar
camuflado de cinza
Olhei à volta,
de costas, de frente,
mas não cansei
e de repente senti-te
como se fosses só meu
à espreita duma nuvem
que teimava em chorar
Chegaste no meio de tantas cores
que fiquei abraçada a ti
sem ver o tempo passar
e foram tantos os momentos
que deixei-me levar
arrastada como se não tivesse pés
para lá das nuvens
sempre à procura do teu olhar.
MIA
21 Nov. 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
só um poema, ou um poema só
Sou um poema do tempo
da chuva, do vendaval.
Um poema escrito
nas colinas envidraçadas
ou o poema feito espuma
em noite de temporal.
Sou o poema que não leio
quando espreito para lá da cortina
do teu olhar feito bruma
esperando o Inverno chegar.
MIA
19 Nov 2010
da chuva, do vendaval.
Um poema escrito
nas colinas envidraçadas
ou o poema feito espuma
em noite de temporal.
Sou o poema que não leio
quando espreito para lá da cortina
do teu olhar feito bruma
esperando o Inverno chegar.
MIA
19 Nov 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Girassol
Vem comigo, sem medo
A-bre a tua mão
P-ega na minha e vamos
P-intar um girassol
A-marelo por fora
C-astanho no meio
D-e cor verde o caule
M-ate nas folhas gigantes
Vês, que lindo que ficou...
Agora vamos fazer mais,
muitos, muitos mais,
para plantar num jardim inventado
e dar um a cada menino como tu
A minha mão na tua
o pincel deslizando numa dança
e o brilho do teu olhar
que há-de ser sempre de criança
MIA
18 Novº 2010
A-bre a tua mão
P-ega na minha e vamos
P-intar um girassol
A-marelo por fora
C-astanho no meio
D-e cor verde o caule
M-ate nas folhas gigantes
Vês, que lindo que ficou...
Agora vamos fazer mais,
muitos, muitos mais,
para plantar num jardim inventado
e dar um a cada menino como tu
A minha mão na tua
o pincel deslizando numa dança
e o brilho do teu olhar
que há-de ser sempre de criança
MIA
18 Novº 2010
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