Diz-me porque choras
porque não sei ler o teu pranto
ou o balanço do teu corpo
quando me estendes as mãos
Diz-me porque estás triste
mesmo quando te dou colo
e nem o calor do meu corpo
serve para te acalmar
Diz-me hoje, se podes,
com gestos ou sussurros
porque amanhã
continuarei a não saber ler
as ausências do teu olhar
e mais uma vez
farei das minhas mãos as tuas
para pintar as flores
do teu jardim inventado.
MIA
19 Janº. 2011
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Os meus olhos
Cegasse o mundo meu amor
e pintaríamos aguarelas
para que voltassem a ver
Perdessem os teus olhos vida
que a luz dos meus
seria o teu sol de Verão
Mentisse o meu olhar
e a cega seria eu
por nem o espelho querer ver
Mas pode o mundo cegar
os teus olhos não quererem ver
que os meus serão sempre a verdade.
MIA
19 Janº 2011
e pintaríamos aguarelas
para que voltassem a ver
Perdessem os teus olhos vida
que a luz dos meus
seria o teu sol de Verão
Mentisse o meu olhar
e a cega seria eu
por nem o espelho querer ver
Mas pode o mundo cegar
os teus olhos não quererem ver
que os meus serão sempre a verdade.
MIA
19 Janº 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
E o Rio ali tão perto
Sempre que te vejo ao longe
corro ao teu encontro
sabendo que por momentos
hás-de ser meu
Não me importa a altivez
ou a força que te move
porque os teus braços abertos
seduzem-me cada vez mais
Desiludo-me na aproximação
enciumada por não me abraçares
e com a raiva dos ignorados
atravesso-te sem olhar para trás
levando comigo o teu cheiro
com a promessa de à tardinha voltar
Mais um dia em que nos cruzamos
ao vento, à chuva, ao sol
e mesmo sabendo que me ignoras
sei que estarás sempre lá
à minha espera ou só do tempo passar
E todos os dias eu passo...
MIA
18 Janº 2011
corro ao teu encontro
sabendo que por momentos
hás-de ser meu
Não me importa a altivez
ou a força que te move
porque os teus braços abertos
seduzem-me cada vez mais
Desiludo-me na aproximação
enciumada por não me abraçares
e com a raiva dos ignorados
atravesso-te sem olhar para trás
levando comigo o teu cheiro
com a promessa de à tardinha voltar
Mais um dia em que nos cruzamos
ao vento, à chuva, ao sol
e mesmo sabendo que me ignoras
sei que estarás sempre lá
à minha espera ou só do tempo passar
E todos os dias eu passo...
MIA
18 Janº 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
Esperança
Onde param as madrugadas
despovoadas de nuvens
onde os sonhos dançam
ao ritmo das estrelas?
Andarão escondidas
por este denso nevoeiro
em que as manhãs se confundem
com o entardecer d'Inverno?
Inventem-se novos dias
novas cores, novos destinos
antes que o amanhã seja tarde
e não tenha amanhecer
Voltem os sonhos
os jardins, as madrugadas
e o brilho do nosso olhar
revestido de desejos
MIA
16 Janº 2011
despovoadas de nuvens
onde os sonhos dançam
ao ritmo das estrelas?
Andarão escondidas
por este denso nevoeiro
em que as manhãs se confundem
com o entardecer d'Inverno?
Inventem-se novos dias
novas cores, novos destinos
antes que o amanhã seja tarde
e não tenha amanhecer
Voltem os sonhos
os jardins, as madrugadas
e o brilho do nosso olhar
revestido de desejos
MIA
16 Janº 2011
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
O beijo do Sol
Hoje beijaste-me
como há muito me não visses
e guardei o brilho do teu olhar
quando te inclinaste
para me levar no tempo
Deixei-me ir
como se fosse a última
e adormeci na promessa
de que havias de voltar
quando menos esperaria
Se puderes
volta amanhã
a qualquer hora
em qualquer lugar
porque fazes-me falta
MIA
12 Janº 2011
como há muito me não visses
e guardei o brilho do teu olhar
quando te inclinaste
para me levar no tempo
Deixei-me ir
como se fosse a última
e adormeci na promessa
de que havias de voltar
quando menos esperaria
Se puderes
volta amanhã
a qualquer hora
em qualquer lugar
porque fazes-me falta
MIA
12 Janº 2011
Amaria
Amaria o sol
o mar
o luar
o impossível
se fosse azul
Amaria o pó
a lama
a torrente
a tempestade
se fosse esperança
Amaria o vento
se fosse a minha voz
gritando liberdade.
MIA
12 Janº 2011
o mar
o luar
o impossível
se fosse azul
Amaria o pó
a lama
a torrente
a tempestade
se fosse esperança
Amaria o vento
se fosse a minha voz
gritando liberdade.
MIA
12 Janº 2011
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Se eu pudesse
Pudesse eu chamar-te rio
e navegaria no teu leito
em noites de lua cheia
Pudesse eu abraçar-te
e ficaria como o mar
p'ra sempre enrolado na areia
Pudesse eu gritar e diria
meu amor
como é bela a madrugada
Ah se eu pudesse amar-te
como seria capaz de voar!
MIA
6 Janº 2011
e navegaria no teu leito
em noites de lua cheia
Pudesse eu abraçar-te
e ficaria como o mar
p'ra sempre enrolado na areia
Pudesse eu gritar e diria
meu amor
como é bela a madrugada
Ah se eu pudesse amar-te
como seria capaz de voar!
MIA
6 Janº 2011
À espera do Sol
Que sombrio olhar este
que me revolve os cabelos
e deixa que pela face
caiam gotas de água
vindas dum céu a desfazer-se
Por quantos dias mais
terei de sorrir ao contrário
vestida de negro cinza
sem ver o brilho do teu olhar
reflectido na vidraça
Há tantos dias sem ti...
Amaina tempestade
olha para o meu peito!
MIA
6 Janº. 2011
que me revolve os cabelos
e deixa que pela face
caiam gotas de água
vindas dum céu a desfazer-se
Por quantos dias mais
terei de sorrir ao contrário
vestida de negro cinza
sem ver o brilho do teu olhar
reflectido na vidraça
Há tantos dias sem ti...
Amaina tempestade
olha para o meu peito!
MIA
6 Janº. 2011
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Suspiro
Abraço o desconforto
e deixo que a brisa
leve para lá do tempo
o sussurro dum suspiro
vestido da cor das rosas
Enlaço-me de desejo
como se há muito te não visse
e clamo baixinho
docemente
o teu nome Primavera
E sorrio sempre...
MIA
5 Janº 2011
e deixo que a brisa
leve para lá do tempo
o sussurro dum suspiro
vestido da cor das rosas
Enlaço-me de desejo
como se há muito te não visse
e clamo baixinho
docemente
o teu nome Primavera
E sorrio sempre...
MIA
5 Janº 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Sem sol
Não prometo
não desejo
não espero
simplesmente quero
ver sorrir o sol
debruçado na minha janela
e à tardinha
vê-lo deitar-se
quando abandono o cais
na travessia dos meus passos
Sem sol
sinto a miopia do meu olhar
MIA
4 Jan 2011
não desejo
não espero
simplesmente quero
ver sorrir o sol
debruçado na minha janela
e à tardinha
vê-lo deitar-se
quando abandono o cais
na travessia dos meus passos
Sem sol
sinto a miopia do meu olhar
MIA
4 Jan 2011
Subscrever:
Mensagens (Atom)


