Ainda que faminta
resisti ao teu olhar
e passeei-me por mares
navegados de estrelas
Ainda que triste
sorri ao luar
e da noite fiz
a mais linda madrugada
E ainda
que não seja Primavera
acariciei o teu rosto pálido
respirei fundo e voei!
MIA
23 Fevº 2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
surpresa
Apareci
de surpresa no teu olhar
e foi tão de repente
que encerraste os olhos para me não ver
Só que
o tremor das tuas mão traíu-te
e então
guardei-te o beijo que esperavas
Cabisbaixo
coraste
mas não sorriste...
MIA
22 Fevº 2011
de surpresa no teu olhar
e foi tão de repente
que encerraste os olhos para me não ver
Só que
o tremor das tuas mão traíu-te
e então
guardei-te o beijo que esperavas
Cabisbaixo
coraste
mas não sorriste...
MIA
22 Fevº 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Por aí...
Arrastavam-se os meus olhos
pelo teu corpo feito ocaso
quando percebi
quão precoce te deixaste partir
Do teu olhar sem idade
brilhava a ausência
indiferente ao cair duma chuva
que há muito te vestia de negro
Já nem sombra eras...
Malditas as papoilas da tua agonia.
MIA
20 Fevº 2011
pelo teu corpo feito ocaso
quando percebi
quão precoce te deixaste partir
Do teu olhar sem idade
brilhava a ausência
indiferente ao cair duma chuva
que há muito te vestia de negro
Já nem sombra eras...
Malditas as papoilas da tua agonia.
MIA
20 Fevº 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Ausência
Vestiria
a poeira dos teus passos
na noite engalanada de estrelas
Despiria
o teu olhar cintilante
mesmo que nevasse lá fora
Seria de novo tua
ainda que soubesse
ser pela última vez
Mas já não me visto
nem me dispo
porque tu já não estás
MIA
17 Fevº 2011
a poeira dos teus passos
na noite engalanada de estrelas
Despiria
o teu olhar cintilante
mesmo que nevasse lá fora
Seria de novo tua
ainda que soubesse
ser pela última vez
Mas já não me visto
nem me dispo
porque tu já não estás
MIA
17 Fevº 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Escuridão
O mais profundo de mim
é o mar
Hoje tenebroso
amanhã talvez sereno
mas sempre agitado
Pareço lua
à procura das estrelas
logo hoje que não há luar
MIA
16 Fevº 2011
é o mar
Hoje tenebroso
amanhã talvez sereno
mas sempre agitado
Pareço lua
à procura das estrelas
logo hoje que não há luar
MIA
16 Fevº 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Uma carta de amor
Carta de Amor
Passatempo Clube dos Poetas Vivos (para dia de S. Valentin 2011)
"Uma carta de amor que nunca lerás"
Meu amor,
maldito aquele dia de Verão, em que tive a notícia da tua morte.
De repente o Sol fez-se noite e o meu coração, de tão apertado que ficou, quase deixou de bater.
Desculpa só ter percebido nessa hora o quanto te amava e o tanto que a tua perda me faria sofrer ao longo de toda a minha vida.Ainda hoje e ao fim de tanto tempo, sinto que este amor só foi interrompido e talvez um dia, não sem bem onde, nos voltaremos a encontrar para retomar o que nos roubaram de viver.
Quantas vezes ao olhar-me no espelho, me sinto presa no teu abraço e imagino o teu rosto por trás do meu, sorrindo no horizonte do teu olhar. E é então aí, que percebo sempre que o único que não envelheceu foste tu. E tenho cada vez mais pena!
Recordo a nossa despedida no cais, em que a neblina descia do nosso olhar e tu, ternamente me soltaste os cabelos, para escondermos os beijos sôfregos que não queríamos que ninguém visse, porque os tempos eram outros e o pudor de mostrar o que sentíamos era muito. Como se alguém à nossa volta se importasse com isso, uma vez que a despedida para a guerra era de todos e não só de nós.
Abraçavam-te os teus pais, os teus irmãos e tu sem nunca me largares, ali bem junto ao teu peito ouvindo o soluçar do teu coração, que escondias no sorriso e na promessa de voltares, mesmo que não fosse inteiro. E é essa imagem que perdura nos meus olhos até hoje. A despedida que não queríamos que acontecesse.
Depois foram as cartas e os aerogramas onde jurávamos amor eterno, que a ti te davam força e a mim, me faziam crescer rápido por ser ainda tão nova.
Até que um dia a tragédia aconteceu e a notícia espalhou-se mais rápido que o vento. Ficaria para sempre o incumprimento da tua promessa de voltares ao meus braços. Voltaste sim meu amor, mas envolto numa bandeira sangrando de cor e onde o verde da esperança já tinha desaparecido.
Houve uma nova despedida e desta vez deixei partir contigo um pedaço de mim, que tornou o meu olhar mais triste.
Demorei tempo para me encontrar e já se gritava liberdade quando voltei de novo a amar, sem saber muito bem a quem amava. Acabava sempre por sentir que só interromperam o nosso amor e que poderia ser reatado no tempo em qualquer momento, mas a realidade era bem diferente.
Quis amar desenfreadamente e perdi amores, amaram-me perdidamente e perdidos ficaram, até que me encontrei quando os filhos que não tivemos cresceram e me fizeram mais estável.
Mas ainda hoje meu amor, quando penso em escrever uma carta de amor, é sempre para ti que escrevo, mesmo sabendo que jamais a lerás e não preciso prometer nada, porque o meu amor por ti será eterno.
MIA
9 Fevº 2011
Passatempo Clube dos Poetas Vivos (para dia de S. Valentin 2011)
"Uma carta de amor que nunca lerás"
Meu amor,
maldito aquele dia de Verão, em que tive a notícia da tua morte.
De repente o Sol fez-se noite e o meu coração, de tão apertado que ficou, quase deixou de bater.
Desculpa só ter percebido nessa hora o quanto te amava e o tanto que a tua perda me faria sofrer ao longo de toda a minha vida.Ainda hoje e ao fim de tanto tempo, sinto que este amor só foi interrompido e talvez um dia, não sem bem onde, nos voltaremos a encontrar para retomar o que nos roubaram de viver.
Quantas vezes ao olhar-me no espelho, me sinto presa no teu abraço e imagino o teu rosto por trás do meu, sorrindo no horizonte do teu olhar. E é então aí, que percebo sempre que o único que não envelheceu foste tu. E tenho cada vez mais pena!
Recordo a nossa despedida no cais, em que a neblina descia do nosso olhar e tu, ternamente me soltaste os cabelos, para escondermos os beijos sôfregos que não queríamos que ninguém visse, porque os tempos eram outros e o pudor de mostrar o que sentíamos era muito. Como se alguém à nossa volta se importasse com isso, uma vez que a despedida para a guerra era de todos e não só de nós.
Abraçavam-te os teus pais, os teus irmãos e tu sem nunca me largares, ali bem junto ao teu peito ouvindo o soluçar do teu coração, que escondias no sorriso e na promessa de voltares, mesmo que não fosse inteiro. E é essa imagem que perdura nos meus olhos até hoje. A despedida que não queríamos que acontecesse.
Depois foram as cartas e os aerogramas onde jurávamos amor eterno, que a ti te davam força e a mim, me faziam crescer rápido por ser ainda tão nova.
Até que um dia a tragédia aconteceu e a notícia espalhou-se mais rápido que o vento. Ficaria para sempre o incumprimento da tua promessa de voltares ao meus braços. Voltaste sim meu amor, mas envolto numa bandeira sangrando de cor e onde o verde da esperança já tinha desaparecido.
Houve uma nova despedida e desta vez deixei partir contigo um pedaço de mim, que tornou o meu olhar mais triste.
Demorei tempo para me encontrar e já se gritava liberdade quando voltei de novo a amar, sem saber muito bem a quem amava. Acabava sempre por sentir que só interromperam o nosso amor e que poderia ser reatado no tempo em qualquer momento, mas a realidade era bem diferente.
Quis amar desenfreadamente e perdi amores, amaram-me perdidamente e perdidos ficaram, até que me encontrei quando os filhos que não tivemos cresceram e me fizeram mais estável.
Mas ainda hoje meu amor, quando penso em escrever uma carta de amor, é sempre para ti que escrevo, mesmo sabendo que jamais a lerás e não preciso prometer nada, porque o meu amor por ti será eterno.
MIA
9 Fevº 2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
O que será?
Sinto falta de alguma coisa.
Há algo que me escapa
mas que continuo à espera.
Talvez à espera
que nasça o mais forte
de todos os sentimentos
e que ainda não descobri.
É impossível
não haver algo mais
só que não sei onde está.
Morresse eu hoje
e partiria incompleta.
Porquê, não sei...
MIA
29 Janº 2011
Há algo que me escapa
mas que continuo à espera.
Talvez à espera
que nasça o mais forte
de todos os sentimentos
e que ainda não descobri.
É impossível
não haver algo mais
só que não sei onde está.
Morresse eu hoje
e partiria incompleta.
Porquê, não sei...
MIA
29 Janº 2011
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Já se foi a Lua-Cheia
Ás vezes distraio-me
e nem dou conta
de que durante alguns dias
espreitas à minha janela
Talvez porque não me importo
do teu "voyeurismo"
nem se me despes ou desejas
Mas logo hoje
que te queria ver e falar
afastei as cortinas
e não te senti por perto
Abri a janela de par em par
debrucei-me até quase cair
e nem um raio encontrei
até que senti um arrepio
que me fez gelar e pensar
Porque sou distraída?
MIA
28 Janº 2011
e nem dou conta
de que durante alguns dias
espreitas à minha janela
Talvez porque não me importo
do teu "voyeurismo"
nem se me despes ou desejas
Mas logo hoje
que te queria ver e falar
afastei as cortinas
e não te senti por perto
Abri a janela de par em par
debrucei-me até quase cair
e nem um raio encontrei
até que senti um arrepio
que me fez gelar e pensar
Porque sou distraída?
MIA
28 Janº 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Queria
Meu amor queria ser o sol
para te disfarçar as cicatrizes
ou também o luar
para te pratear o olhar
que deambula triste e perdido
nas noites de desassossego
Queria ser o caminho
onde as montanhas
fossem searas de trigo
e os campos de papoilas
a nossa cama de desejo
nos dias quentes de Verão
Queria ser o respirar
da nossa boca feito uma
só voz de liberdade
sem o sufoco dum grito
povoado de rouquidão
clamando pão e justiça
Queria ser eu em ti
e tu para sempre em nós
sem fantasmas de arrepiar.
MIA
26 Janº 2011
para te disfarçar as cicatrizes
ou também o luar
para te pratear o olhar
que deambula triste e perdido
nas noites de desassossego
Queria ser o caminho
onde as montanhas
fossem searas de trigo
e os campos de papoilas
a nossa cama de desejo
nos dias quentes de Verão
Queria ser o respirar
da nossa boca feito uma
só voz de liberdade
sem o sufoco dum grito
povoado de rouquidão
clamando pão e justiça
Queria ser eu em ti
e tu para sempre em nós
sem fantasmas de arrepiar.
MIA
26 Janº 2011
domingo, 23 de janeiro de 2011
Se
Se eu fosse MARIA
colher-te-ia no meu regaço
para tratar das feridas
que o teu coração tem
e que o vento
não é capaz de levar
Cantaria baixinho
canções de embalar
que tornariam
os teus sonhos mais puros
sem a dor
dum constante acordar
Trataria as chagas
esculpidas no teu ser
que transformam o teu olhar
em cristais perdidos
à procura do aconchego
dum colo cheio de amor
Se eu fosse MARIA
elevar-te-ia aos céus
sem medo nem dor
nem tufões de alma perdida
na plena tranquilidade
que só uma Mãe pode dar
MIA
23 Janº 2011
colher-te-ia no meu regaço
para tratar das feridas
que o teu coração tem
e que o vento
não é capaz de levar
Cantaria baixinho
canções de embalar
que tornariam
os teus sonhos mais puros
sem a dor
dum constante acordar
Trataria as chagas
esculpidas no teu ser
que transformam o teu olhar
em cristais perdidos
à procura do aconchego
dum colo cheio de amor
Se eu fosse MARIA
elevar-te-ia aos céus
sem medo nem dor
nem tufões de alma perdida
na plena tranquilidade
que só uma Mãe pode dar
MIA
23 Janº 2011
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