Já nada sou
A minha alma
vagueia para lá do vento
que transformou
meu corpo em infinito
Já nada tenho
Além da dor
arrefecida de saudade
presa ao gelo
envidraçado duma lágrima
Já nada quero
A não ser voltar
no anunciar da Primavera
MIA
6 Mars 2011
domingo, 6 de março de 2011
cegueira
Por favor
não desabem dos teus olhos
as tempestades mais tristes
Para isso
bastam os meus que cegaram
de tanto olhar o arco-íris
E hoje
só de lentes coloridas
consigo olhar o céu
MIA
6 Mars 2011
não desabem dos teus olhos
as tempestades mais tristes
Para isso
bastam os meus que cegaram
de tanto olhar o arco-íris
E hoje
só de lentes coloridas
consigo olhar o céu
MIA
6 Mars 2011
sexta-feira, 4 de março de 2011
Palavras
Renasceste dum poema
há muito morto de saudade
Foste presença
em noites de insónia
que amanhecer
era o ter de respirar
Foste ausência
que tardou nos fins de tarde
e que me fazia
querer partir com o Sol
Foste amputação
das minhas palavras
feitas silêncio
ecoando nos meus passos
Foste o que ninguém viu
Hoje és só um poema
sem vértebras
rastejando
como se não tivesses pés
Amanhã
já nada mais serás
além da vontade de te ler.
MIA
4 Mars 2011
há muito morto de saudade
Foste presença
em noites de insónia
que amanhecer
era o ter de respirar
Foste ausência
que tardou nos fins de tarde
e que me fazia
querer partir com o Sol
Foste amputação
das minhas palavras
feitas silêncio
ecoando nos meus passos
Foste o que ninguém viu
Hoje és só um poema
sem vértebras
rastejando
como se não tivesses pés
Amanhã
já nada mais serás
além da vontade de te ler.
MIA
4 Mars 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
Sempre escreverei ao AMOR
Oh meu amor
tão nua que andava...
Quando hoje
deixei que me despisses de pólen
e me embrulhasses de alfazema
respiramos Primavera
como se há muito não fosse.
E gostei
do brilho da nossa pele!
MIA
2 Mars 2011
tão nua que andava...
Quando hoje
deixei que me despisses de pólen
e me embrulhasses de alfazema
respiramos Primavera
como se há muito não fosse.
E gostei
do brilho da nossa pele!
MIA
2 Mars 2011
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Para uma Mãe
De veias entupidas de pranto
arrasta-se como se não tivesse pés
Já nem sente o abraço amigo
que lhe limpa a alma em ferida
Soluça-lhe a pele
gotejando ao sabor da maré
trazendo-lhe a certeza
que dor maior que parir
é ver um filho partir cedo demais
MIA
28 Fevº 2011
arrasta-se como se não tivesse pés
Já nem sente o abraço amigo
que lhe limpa a alma em ferida
Soluça-lhe a pele
gotejando ao sabor da maré
trazendo-lhe a certeza
que dor maior que parir
é ver um filho partir cedo demais
MIA
28 Fevº 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Ás vezes
Ontem
quis ver-te
mas mal brilhavas
escondido pelas nuvens
Hoje
quis falar-te
mas de tão débil
a boca não se abriu
Para quê procurar-te
se és uma sombra?
Não desisto
desse silêncio/escuridão
mas ás vezes
viro costas
e fico cega, surda e muda.
MIA
25 Fevº 2011
quis ver-te
mas mal brilhavas
escondido pelas nuvens
Hoje
quis falar-te
mas de tão débil
a boca não se abriu
Para quê procurar-te
se és uma sombra?
Não desisto
desse silêncio/escuridão
mas ás vezes
viro costas
e fico cega, surda e muda.
MIA
25 Fevº 2011
Quem és tu?
Mulher
quem és tu
que sempre que falas de amor
caem lágrimas do teu peito?
Desististe da emoção?
Não?
Então porquê
a aridez do teu rosto?
Adormece a dor
ainda que grite
e por momentos sorri
porque não estás só!
MIA
25 Fevº 2011
quem és tu
que sempre que falas de amor
caem lágrimas do teu peito?
Desististe da emoção?
Não?
Então porquê
a aridez do teu rosto?
Adormece a dor
ainda que grite
e por momentos sorri
porque não estás só!
MIA
25 Fevº 2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
ainda que...
Ainda que faminta
resisti ao teu olhar
e passeei-me por mares
navegados de estrelas
Ainda que triste
sorri ao luar
e da noite fiz
a mais linda madrugada
E ainda
que não seja Primavera
acariciei o teu rosto pálido
respirei fundo e voei!
MIA
23 Fevº 2011
resisti ao teu olhar
e passeei-me por mares
navegados de estrelas
Ainda que triste
sorri ao luar
e da noite fiz
a mais linda madrugada
E ainda
que não seja Primavera
acariciei o teu rosto pálido
respirei fundo e voei!
MIA
23 Fevº 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
surpresa
Apareci
de surpresa no teu olhar
e foi tão de repente
que encerraste os olhos para me não ver
Só que
o tremor das tuas mão traíu-te
e então
guardei-te o beijo que esperavas
Cabisbaixo
coraste
mas não sorriste...
MIA
22 Fevº 2011
de surpresa no teu olhar
e foi tão de repente
que encerraste os olhos para me não ver
Só que
o tremor das tuas mão traíu-te
e então
guardei-te o beijo que esperavas
Cabisbaixo
coraste
mas não sorriste...
MIA
22 Fevº 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Por aí...
Arrastavam-se os meus olhos
pelo teu corpo feito ocaso
quando percebi
quão precoce te deixaste partir
Do teu olhar sem idade
brilhava a ausência
indiferente ao cair duma chuva
que há muito te vestia de negro
Já nem sombra eras...
Malditas as papoilas da tua agonia.
MIA
20 Fevº 2011
pelo teu corpo feito ocaso
quando percebi
quão precoce te deixaste partir
Do teu olhar sem idade
brilhava a ausência
indiferente ao cair duma chuva
que há muito te vestia de negro
Já nem sombra eras...
Malditas as papoilas da tua agonia.
MIA
20 Fevº 2011
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