Esta amargura
esta dor que me dói de tão pura
nasce quando morre o dia
Banho de mel envenenado
em pele seca que já não cabe
num corpo pretérito de perfeito
Uma amargura travestida
de sinfonia de dias sem sol
MIA
26 Mars 2011
sábado, 26 de março de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
Para ti
Queria ser eu
mesmo que o céu desabasse em mim
Partir do que de mim ficou
com todo o tempo para ficar
Queria voltar a ser eu
para te ver de novo chegar
ainda que me possas partir
MIA
22 Mars 2011
mesmo que o céu desabasse em mim
Partir do que de mim ficou
com todo o tempo para ficar
Queria voltar a ser eu
para te ver de novo chegar
ainda que me possas partir
MIA
22 Mars 2011
Só um poema
Habito o meu poema
a quem abro portas e janelas
e luzes de amanhecer
Hoje um poema colorido
amanhã escrito na noite mais triste
Só um poema
do silêncio que não calo
na raiz do pensamento
MIA
22 Mars 2011
a quem abro portas e janelas
e luzes de amanhecer
Hoje um poema colorido
amanhã escrito na noite mais triste
Só um poema
do silêncio que não calo
na raiz do pensamento
MIA
22 Mars 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
Promessa
Leva-me contigo
por caminhos não traçados
para ouvir a tua voz
dizer o poema que não li
Leva-me contigo
num sussurro de palavras
feitas pura madrugada
até a manhã acordar
Leva-me sempre contigo
de manhã ou à tardinha
e dar-te-ei a estrela maior.
MIA
16 Mars 2011
por caminhos não traçados
para ouvir a tua voz
dizer o poema que não li
Leva-me contigo
num sussurro de palavras
feitas pura madrugada
até a manhã acordar
Leva-me sempre contigo
de manhã ou à tardinha
e dar-te-ei a estrela maior.
MIA
16 Mars 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
Pelo Japão
Minha alma
minha janela aberta ao mundo
por onde passam nuvens negras
mais negras do que quem passa
Recolhe-te nesta hora
onde todas as horas que passam
são interrogações prementes
de tudo o que acontece
Fica com uma prece
em honra dos que partiram
e aos que ficaram
estende-lhes a mão solidária
Que dos seus olhos tristes
caia o pano em pleno palco
para renascer a esperança
desfeita pela tragédia
E ainda que a vida continue
nada mais será igual...
MIA
15 Mars 2011
minha janela aberta ao mundo
por onde passam nuvens negras
mais negras do que quem passa
Recolhe-te nesta hora
onde todas as horas que passam
são interrogações prementes
de tudo o que acontece
Fica com uma prece
em honra dos que partiram
e aos que ficaram
estende-lhes a mão solidária
Que dos seus olhos tristes
caia o pano em pleno palco
para renascer a esperança
desfeita pela tragédia
E ainda que a vida continue
nada mais será igual...
MIA
15 Mars 2011
sábado, 12 de março de 2011
Um cheiro de Primavera
Eriçou-me a pele
esse teu cheiro
que me aqueceu o olhar
A languidez do teu abraço
embrulhou-me de azul
e levou-me
até o pecado desabar em mim
Sequei o rosto
lavado de águas mil
e corri trémula
à procura do teu colo
de Primavera anunciada
Senti-me enganada
e tive tanto frio...
MIA
12 Jun. 2011
esse teu cheiro
que me aqueceu o olhar
A languidez do teu abraço
embrulhou-me de azul
e levou-me
até o pecado desabar em mim
Sequei o rosto
lavado de águas mil
e corri trémula
à procura do teu colo
de Primavera anunciada
Senti-me enganada
e tive tanto frio...
MIA
12 Jun. 2011
domingo, 6 de março de 2011
À espera da Primavera
Já nada sou
A minha alma
vagueia para lá do vento
que transformou
meu corpo em infinito
Já nada tenho
Além da dor
arrefecida de saudade
presa ao gelo
envidraçado duma lágrima
Já nada quero
A não ser voltar
no anunciar da Primavera
MIA
6 Mars 2011
A minha alma
vagueia para lá do vento
que transformou
meu corpo em infinito
Já nada tenho
Além da dor
arrefecida de saudade
presa ao gelo
envidraçado duma lágrima
Já nada quero
A não ser voltar
no anunciar da Primavera
MIA
6 Mars 2011
cegueira
Por favor
não desabem dos teus olhos
as tempestades mais tristes
Para isso
bastam os meus que cegaram
de tanto olhar o arco-íris
E hoje
só de lentes coloridas
consigo olhar o céu
MIA
6 Mars 2011
não desabem dos teus olhos
as tempestades mais tristes
Para isso
bastam os meus que cegaram
de tanto olhar o arco-íris
E hoje
só de lentes coloridas
consigo olhar o céu
MIA
6 Mars 2011
sexta-feira, 4 de março de 2011
Palavras
Renasceste dum poema
há muito morto de saudade
Foste presença
em noites de insónia
que amanhecer
era o ter de respirar
Foste ausência
que tardou nos fins de tarde
e que me fazia
querer partir com o Sol
Foste amputação
das minhas palavras
feitas silêncio
ecoando nos meus passos
Foste o que ninguém viu
Hoje és só um poema
sem vértebras
rastejando
como se não tivesses pés
Amanhã
já nada mais serás
além da vontade de te ler.
MIA
4 Mars 2011
há muito morto de saudade
Foste presença
em noites de insónia
que amanhecer
era o ter de respirar
Foste ausência
que tardou nos fins de tarde
e que me fazia
querer partir com o Sol
Foste amputação
das minhas palavras
feitas silêncio
ecoando nos meus passos
Foste o que ninguém viu
Hoje és só um poema
sem vértebras
rastejando
como se não tivesses pés
Amanhã
já nada mais serás
além da vontade de te ler.
MIA
4 Mars 2011
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