Rastejo
e faço da minha loucura
o passeio onde me rasgo
até que a pele me doa
Rastejo ao contrário
de frente, de costas
até que as minhas vísceras
parem de sentir
Preservarei o olhar
para voltar a ver o sol
nem que seja
à hora das trindades
MIA
8 Agosto 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
E as rosas perderam a cor, em pleno verão
Em pleno Verão
secaram as flores e as madrugadas
e só os rios transbordaram
do meus olhos feitos margem
Foi-se a ternura
vestida dum luto silencioso
encerrada numa urna de abraços
sem braços para te apertar
Tal como vieste
desapareceste sorrateiramente
indiferente à voz rouca
que te chamava sem resposta
Deixaste-me as rosas
e o champanhe a aquecer
como pregadeira amaldiçoada
pendurados no meu peito
Ficou-me o silêncio inerte
sem eco, moribundo,
às portas da morte
onde me deixarei morrer
sem sol, sem luz, sem nada...
MIA
8 Agosto 2011
secaram as flores e as madrugadas
e só os rios transbordaram
do meus olhos feitos margem
Foi-se a ternura
vestida dum luto silencioso
encerrada numa urna de abraços
sem braços para te apertar
Tal como vieste
desapareceste sorrateiramente
indiferente à voz rouca
que te chamava sem resposta
Deixaste-me as rosas
e o champanhe a aquecer
como pregadeira amaldiçoada
pendurados no meu peito
Ficou-me o silêncio inerte
sem eco, moribundo,
às portas da morte
onde me deixarei morrer
sem sol, sem luz, sem nada...
MIA
8 Agosto 2011
sábado, 6 de agosto de 2011
Os teus olhos, meu amor
Os teus olhos, meu amor
onde à noitinha me deito
tem a cor das folhas secas
das rosas com que me vestes
São a janela aberta ao luar
onde os raios de desejo
vão descendo lentamente
pelas mãos com que me despes
São as estrelas cadentes
que caem sobre o meu corpo
num estranho movimento
Oh meu amor, os teus olhos
são a manhã que me acorda
e o espelho onde me vejo
Beijo
MIA
6 Julho 2011
onde à noitinha me deito
tem a cor das folhas secas
das rosas com que me vestes
São a janela aberta ao luar
onde os raios de desejo
vão descendo lentamente
pelas mãos com que me despes
São as estrelas cadentes
que caem sobre o meu corpo
num estranho movimento
Oh meu amor, os teus olhos
são a manhã que me acorda
e o espelho onde me vejo
Beijo
MIA
6 Julho 2011
domingo, 24 de julho de 2011
Frankfurt
Não há estrelas nem luar
nem toques de clarim
na noite vestida de negro
O cetim rasgado
confunde-se com as pedras
despidas pela erosão
Sobram os espinhos
de rosas desfloradas
quando o Main transborda
da corrente de lágrimas
que abandonam o peito
Frankfurt à noite
igual a qualquer cidade
MIA
24 Jul 2011
sexta-feira, 22 de julho de 2011
O teu nome
Sussurro o teu nome
devagar
devagarinho
mas sempre que
a minha voz se levanta
chamo-te só meu Amor
Esqueço-o
no rubor das noites
e das ternas madrugadas
no suor das flores
em manhãs cheias de Verão
no entardecer nublado
desfeito de amar e mar
Desfaço-o
na minha boca
quando o som do meu
sai da tua
e às apalpadelas
em descendo
para que não se apague a LUA
MIA
22 Julho 2011
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Para ti
A tua voz
adoçou-me o pensamento
e quis tanto
dar-te o beijo que te guardo
Mas meu amor
era tão longa a distância
que despi as minhas asas
e nada mais ficou
que o teu beijo ausente
MIA
21 Julho 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Amor não tem hora
Deixa-me tocar teu corpo
como penitência de peregrino
arrastado de promessas
Deixa-me que estas mãos
se entrelacem nas tuas
como terço deslizando
Deixa-me que te afague
que aconteça, que te beije
ainda que a noite seja uma criança.
MIA
18 Julho 2011
como penitência de peregrino
arrastado de promessas
Deixa-me que estas mãos
se entrelacem nas tuas
como terço deslizando
Deixa-me que te afague
que aconteça, que te beije
ainda que a noite seja uma criança.
MIA
18 Julho 2011
Um beijo
Mando-te
o sabor dum beijo
que hás-de degustar
da minha boca
com sabor a mar
Um beijo alado
de cores do arco-íris
em campo de girassóis
à procura do Sol
Um beijo
que guardo sentada
no vão da saudade...
MIA
18 Julho 2011
o sabor dum beijo
que hás-de degustar
da minha boca
com sabor a mar
Um beijo alado
de cores do arco-íris
em campo de girassóis
à procura do Sol
Um beijo
que guardo sentada
no vão da saudade...
MIA
18 Julho 2011
Conta-me
Por favor, meu amor
não me contes a cor dos teus olhos
Conta-me
das flores, dos rios e das cores
que os teus sonhos guardam
Conta-me
das marés, dos ventos, dos temporais
que as tuas mãos fizeram poema
Conta-me
das manhãs, das tardes e dos dias
em que o teu voo é ausência
Conta-me, meu amor
baixinho, devagar, devagarinho
como solo de violino em noite estrelada.
MIA
18 Julho 2011
não me contes a cor dos teus olhos
Conta-me
das flores, dos rios e das cores
que os teus sonhos guardam
Conta-me
das marés, dos ventos, dos temporais
que as tuas mãos fizeram poema
Conta-me
das manhãs, das tardes e dos dias
em que o teu voo é ausência
Conta-me, meu amor
baixinho, devagar, devagarinho
como solo de violino em noite estrelada.
MIA
18 Julho 2011
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Para ti
Inventas-me o corpo
navegando em maré cheia
com voz rouca de gemidos sem ais
Eu sonho-te a boca
afogando-me de beijos
como náufrago prestes a perder-se
As noites, meu amor,
seriam o perfume do mar revolto
quando se desfaz junto ao cais...
Beijo
MIA
14 Jul 2011
navegando em maré cheia
com voz rouca de gemidos sem ais
Eu sonho-te a boca
afogando-me de beijos
como náufrago prestes a perder-se
As noites, meu amor,
seriam o perfume do mar revolto
quando se desfaz junto ao cais...
Beijo
MIA
14 Jul 2011
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