Leva-me
leva-me Lua
atira-me um raio
e deixa-me subir
bem mais alto
que o pensamento
que ainda me ata aqui
Quero a tua luz
que a minha
está tão ténue
como lamparina
de cemitério
em dia de todos os santos
Dá-me um berço
na cratera mais linda
embala-me
como minha mãe fazia
para que meu sono
seja mais descansado
Leva-me hoje
que estás tão cheia
porque amanhã
será tão tarde
que não sei
se a minha força
te chegará
MIA
12 Agosto 2011
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
De sorriso novo
Hoje, surpreendentemente
o sol beijou-me mais forte
e guardei os dias das flores
das cores e dos cheiros
misturados na minha pele
de baunilha e chocolate
feita espuma desfeita
num dia quente de Verão
Ao terceiro dia de muitos
decorei o cabelo de miosótis
como se fossem teus versos
que não quero esquecer
e no renascer dum sorriso
alvo como as manhãs
parti para mais uma viagem
de onde não sei o regresso
Mas quando voltar
ah, quando voltar
já não virei de tão longe
porque cada vez estou mais perto
MIA
11 Agosto 2011
o sol beijou-me mais forte
e guardei os dias das flores
das cores e dos cheiros
misturados na minha pele
de baunilha e chocolate
feita espuma desfeita
num dia quente de Verão
Ao terceiro dia de muitos
decorei o cabelo de miosótis
como se fossem teus versos
que não quero esquecer
e no renascer dum sorriso
alvo como as manhãs
parti para mais uma viagem
de onde não sei o regresso
Mas quando voltar
ah, quando voltar
já não virei de tão longe
porque cada vez estou mais perto
MIA
11 Agosto 2011
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Neblina no olhar
Não vejo
o sol
os sorrisos
a cor das flores
e o azul do mar
Desceu-me a neblina
num olhar de cataratas
que enegreceu o sonho
Não ouço
o rir das crianças
o marulhar
as gaivotas
e o vento norte
Ausentei-me de mim
para lá daquela nuvem
que o vento há-de levar
Só sinto o teu cheiro
embrulhado no meu
de baunilha e chocolate.
MIA
10 Agosto 2011
o sol
os sorrisos
a cor das flores
e o azul do mar
Desceu-me a neblina
num olhar de cataratas
que enegreceu o sonho
Não ouço
o rir das crianças
o marulhar
as gaivotas
e o vento norte
Ausentei-me de mim
para lá daquela nuvem
que o vento há-de levar
Só sinto o teu cheiro
embrulhado no meu
de baunilha e chocolate.
MIA
10 Agosto 2011
Leio e releio os teus versos
que entranho
de tão estranhos se tornarem
Passo e repasso as minhas mãos
para sentir o calor das tuas
quando se perdiam em mim
Encerro os meus olhos
para ver o brilho dos teus
quando o luar te banhava
Cerro a boca como túmulo
p'ra não perder os teus beijos
desfeitos como lágrimas
Mas o meu peito
escancaro-o à liberdade
ainda que me faça doer
MIA
8 Agosto 2011
que entranho
de tão estranhos se tornarem
Passo e repasso as minhas mãos
para sentir o calor das tuas
quando se perdiam em mim
Encerro os meus olhos
para ver o brilho dos teus
quando o luar te banhava
Cerro a boca como túmulo
p'ra não perder os teus beijos
desfeitos como lágrimas
Mas o meu peito
escancaro-o à liberdade
ainda que me faça doer
MIA
8 Agosto 2011
Oh alma perdida!
" Notam-se, nos jardins da alma,
espantosas raridades
plantam-se amores perfeitos
e nascem, depois, saudades"...... (palavras da minha querida amiga Isaura Moreira e que fizeram sair de mim, outras palavras)
Oh minha alma
meu jardim abandonado
onde as flores secas
são os amores imperfeitos
Oh campo de flores
sem caule e sem cor
que nada mais mostra
do que pó, cinza e nada
Oh janela da saudade
onde a corrente de ar
se mistura com lágrimas
secas de estio agreste
Oh alma sem vida
perdida em pleno Agosto
no meio da maré alta
onde o amor já foi azul
Oh alma penada
que te arrastas para lá do tempo
MIA
10 Agosto 2011
espantosas raridades
plantam-se amores perfeitos
e nascem, depois, saudades"...... (palavras da minha querida amiga Isaura Moreira e que fizeram sair de mim, outras palavras)
Oh minha alma
meu jardim abandonado
onde as flores secas
são os amores imperfeitos
Oh campo de flores
sem caule e sem cor
que nada mais mostra
do que pó, cinza e nada
Oh janela da saudade
onde a corrente de ar
se mistura com lágrimas
secas de estio agreste
Oh alma sem vida
perdida em pleno Agosto
no meio da maré alta
onde o amor já foi azul
Oh alma penada
que te arrastas para lá do tempo
MIA
10 Agosto 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Voarei
Voarei
quando o gesso das minhas asas
se desfizer no pó do tempo
Voarei
à volta do sol e do luar
até a loucura abrandar
Voarei
para lá do túnel
onde escondo o que de mim ficou
Voarei
sem rumo
sem mares
sem norte
sem asas também
até encontrar a estrela polar
MIA
8 Agosto 2011
quando o gesso das minhas asas
se desfizer no pó do tempo
Voarei
à volta do sol e do luar
até a loucura abrandar
Voarei
para lá do túnel
onde escondo o que de mim ficou
Voarei
sem rumo
sem mares
sem norte
sem asas também
até encontrar a estrela polar
MIA
8 Agosto 2011
Tão nua
Tão nua
tão de quatro, sem acto
sem membros
como cilindro
rolando para o abismo
Os olhos
fora de órbitas
pendurados de vazio
num crânio
acéfalo de esperança
Só os cabelos
escorridos
ao vento
tapando o que resta
MIA
8 Agosto 2011
tão de quatro, sem acto
sem membros
como cilindro
rolando para o abismo
Os olhos
fora de órbitas
pendurados de vazio
num crânio
acéfalo de esperança
Só os cabelos
escorridos
ao vento
tapando o que resta
MIA
8 Agosto 2011
Esta dor
Rastejo
e faço da minha loucura
o passeio onde me rasgo
até que a pele me doa
Rastejo ao contrário
de frente, de costas
até que as minhas vísceras
parem de sentir
Preservarei o olhar
para voltar a ver o sol
nem que seja
à hora das trindades
MIA
8 Agosto 2011
e faço da minha loucura
o passeio onde me rasgo
até que a pele me doa
Rastejo ao contrário
de frente, de costas
até que as minhas vísceras
parem de sentir
Preservarei o olhar
para voltar a ver o sol
nem que seja
à hora das trindades
MIA
8 Agosto 2011
E as rosas perderam a cor, em pleno verão
Em pleno Verão
secaram as flores e as madrugadas
e só os rios transbordaram
do meus olhos feitos margem
Foi-se a ternura
vestida dum luto silencioso
encerrada numa urna de abraços
sem braços para te apertar
Tal como vieste
desapareceste sorrateiramente
indiferente à voz rouca
que te chamava sem resposta
Deixaste-me as rosas
e o champanhe a aquecer
como pregadeira amaldiçoada
pendurados no meu peito
Ficou-me o silêncio inerte
sem eco, moribundo,
às portas da morte
onde me deixarei morrer
sem sol, sem luz, sem nada...
MIA
8 Agosto 2011
secaram as flores e as madrugadas
e só os rios transbordaram
do meus olhos feitos margem
Foi-se a ternura
vestida dum luto silencioso
encerrada numa urna de abraços
sem braços para te apertar
Tal como vieste
desapareceste sorrateiramente
indiferente à voz rouca
que te chamava sem resposta
Deixaste-me as rosas
e o champanhe a aquecer
como pregadeira amaldiçoada
pendurados no meu peito
Ficou-me o silêncio inerte
sem eco, moribundo,
às portas da morte
onde me deixarei morrer
sem sol, sem luz, sem nada...
MIA
8 Agosto 2011
sábado, 6 de agosto de 2011
Os teus olhos, meu amor
Os teus olhos, meu amor
onde à noitinha me deito
tem a cor das folhas secas
das rosas com que me vestes
São a janela aberta ao luar
onde os raios de desejo
vão descendo lentamente
pelas mãos com que me despes
São as estrelas cadentes
que caem sobre o meu corpo
num estranho movimento
Oh meu amor, os teus olhos
são a manhã que me acorda
e o espelho onde me vejo
Beijo
MIA
6 Julho 2011
onde à noitinha me deito
tem a cor das folhas secas
das rosas com que me vestes
São a janela aberta ao luar
onde os raios de desejo
vão descendo lentamente
pelas mãos com que me despes
São as estrelas cadentes
que caem sobre o meu corpo
num estranho movimento
Oh meu amor, os teus olhos
são a manhã que me acorda
e o espelho onde me vejo
Beijo
MIA
6 Julho 2011
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