Que fazer
quando o coração cresce
e morre de frio
sem telhados para se aquecer?
Deixá-lo bater
num peito aberto de liberdade
ou silencia-lo de fome
nas bocas cheias de nada?
Não, coração
bate como nunca bateste
grita como nunca gritaste
e mostra ao mundo
a tua pátria agonizante
que há-de reerguer-se
mesmo que os vampiros
passeiem impunes
pelos prados ressequidos
da esperança que não há-de morrer
MIA
19 Outº 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
No meu país de sonho
Tenho frio
Não, porque neve
não, porque falte o sol
não, porque esteja frio
Tenho frio
Pela nudez do meu país
e dos descamisados
sem fôlego para respirar
Tenho frio hoje
e por quanto tempo mais???
MIA
19 Outº 2011
Não, porque neve
não, porque falte o sol
não, porque esteja frio
Tenho frio
Pela nudez do meu país
e dos descamisados
sem fôlego para respirar
Tenho frio hoje
e por quanto tempo mais???
MIA
19 Outº 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Ficando
Há tantos dias por aí
divagando
como o olhar que te procura
Indo
e não indo
mas para sempre
ficando
MIA
13 Outº 2011
divagando
como o olhar que te procura
Indo
e não indo
mas para sempre
ficando
MIA
13 Outº 2011
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
O bater do coração
Tenho um gigante
apertado no peito
Bate tanto
tanto, tanto
que quase morre
de tanto bater
Bate por outrora
por agora
descompassado
a compasso
Batendo
para não me perder
MIA
5 Outº. 2011
apertado no peito
Bate tanto
tanto, tanto
que quase morre
de tanto bater
Bate por outrora
por agora
descompassado
a compasso
Batendo
para não me perder
MIA
5 Outº. 2011
domingo, 2 de outubro de 2011
Para meu primo com Alzheimer
São tristes as palavras
do teu olhar longínquo
que ninguém entende
a não ser a tristeza
São silenciosos os gestos
disformes do teu corpo
que ninguém entende
a não ser o silêncio
São tristeza
são silêncio
são mundo sem flores
nem cor
demente
onde só o coração
é vida
MIA
2 Outº. 2011
do teu olhar longínquo
que ninguém entende
a não ser a tristeza
São silenciosos os gestos
disformes do teu corpo
que ninguém entende
a não ser o silêncio
São tristeza
são silêncio
são mundo sem flores
nem cor
demente
onde só o coração
é vida
MIA
2 Outº. 2011
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Um desejo
Meu amor
e deixa-me chamar-te assim
que amanhã pode ser tarde
Mando-te um beijo
uma flor
um desejo
e os meus braços abertos
à procura dos teus
no cansaço dos dias
e das noites de silêncio
Deixo-te a ternura
dum embalar descansado
e um sorriso
misturado nos teus lábios
que a minha boca guardou
para se desfazer
no reencontro de nós.
MIA
29 Setº 2011
e deixa-me chamar-te assim
que amanhã pode ser tarde
Mando-te um beijo
uma flor
um desejo
e os meus braços abertos
à procura dos teus
no cansaço dos dias
e das noites de silêncio
Deixo-te a ternura
dum embalar descansado
e um sorriso
misturado nos teus lábios
que a minha boca guardou
para se desfazer
no reencontro de nós.
MIA
29 Setº 2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
O teu canto
Meu amor
ai se eu pudesse, meu amor
subiria toda a escadaria
para te levar flores
Muitas, de mil cores
para espalhar
sobre o teu canto
encantado
onde sempre me deito
MIA
27 Setº.2011
ai se eu pudesse, meu amor
subiria toda a escadaria
para te levar flores
Muitas, de mil cores
para espalhar
sobre o teu canto
encantado
onde sempre me deito
MIA
27 Setº.2011
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Onde pára a tua estrela?
Por favor diz-me
qual é a tua estrela no céu
que cansei de olhar
de tanto andar à procura
Já as confundo
de tanto me olharem
e em nenhuma reconheço
a cor dos teus olhos
Dá-me um sinal
brilha mais se puderes
porque não quero esquecer
Mas logo hoje o céu
está tão estrelado
como te vou reconhecer?
Vou esperar por amanhã...
MIA
26 Setº. 2011
qual é a tua estrela no céu
que cansei de olhar
de tanto andar à procura
Já as confundo
de tanto me olharem
e em nenhuma reconheço
a cor dos teus olhos
Dá-me um sinal
brilha mais se puderes
porque não quero esquecer
Mas logo hoje o céu
está tão estrelado
como te vou reconhecer?
Vou esperar por amanhã...
MIA
26 Setº. 2011
sábado, 24 de setembro de 2011
Na avenida mais longa da cidade
Confunde-se com o cair das folhas
quando se arrasta pelo fim do dia
na avenida mais longa da cidade
Leva o malmequer ao peito
desfeito de menina/mulher
na agonia dos dias sem sol
Vai triste, vai só
e a frescura é do vento que passa
sem tempo para carícias
Para o seu funeral
tem o desejo do cheiro das rosas
que deixou pelo caminho
e da cor das papoilas
que há muito vestiu p'ra se perder
nos dias sem amanhã
MIA
24 Setº.2011
quando se arrasta pelo fim do dia
na avenida mais longa da cidade
Leva o malmequer ao peito
desfeito de menina/mulher
na agonia dos dias sem sol
Vai triste, vai só
e a frescura é do vento que passa
sem tempo para carícias
Para o seu funeral
tem o desejo do cheiro das rosas
que deixou pelo caminho
e da cor das papoilas
que há muito vestiu p'ra se perder
nos dias sem amanhã
MIA
24 Setº.2011
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Era a noite mais linda
As luzes tremeram
o espelho estilhaçou-se
quando a porta bateu
para acordar os fantasmas
que dormiam dentro do peito
Dançaram as paredes
como há muito se não vissem
acendendo o luar
onde as estrelas cadentes
espreitavam pelas janelas
Era a noite mais linda
de todas as noites que aconteceram
MIA
23 Setº.2011
o espelho estilhaçou-se
quando a porta bateu
para acordar os fantasmas
que dormiam dentro do peito
Dançaram as paredes
como há muito se não vissem
acendendo o luar
onde as estrelas cadentes
espreitavam pelas janelas
Era a noite mais linda
de todas as noites que aconteceram
MIA
23 Setº.2011
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