Pai
as rosas
estão sempre tão tristes
quando nos dias de sol
te ofereço flores
E o orvalho
com que se vestem
parece o brilho dos meus olhos
luzente
transparente
mas mortos de saudade
Para quando
um sorriso rasgado
nas cores do arco-íris
para que a noite seja estrelada?
Beijo
MIA
19 Março 2012
segunda-feira, 19 de março de 2012
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Um céu de pérolas
Pintas-me
os lábios de mel
e eu quero
Gravo nos teus
todas as cores
e tu deixas
Voamos no arco-íris
e o céu
enfeita-se de pérolas
MIA
16 Fevº. 2012
os lábios de mel
e eu quero
Gravo nos teus
todas as cores
e tu deixas
Voamos no arco-íris
e o céu
enfeita-se de pérolas
MIA
16 Fevº. 2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Para uma flor
Porquê hoje
esta tristeza
se não é
na tristeza que moro?
Perco-me na distância
dum cheiro a Primavera
onde germina a flor
que há-de nascer
com os olhos cor do AMOR
Porquê hoje
esta tristeza
se há sol
e vesti de azul o teu olhar?
MIA
13 Fevº. 2012
esta tristeza
se não é
na tristeza que moro?
Perco-me na distância
dum cheiro a Primavera
onde germina a flor
que há-de nascer
com os olhos cor do AMOR
Porquê hoje
esta tristeza
se há sol
e vesti de azul o teu olhar?
MIA
13 Fevº. 2012
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Luar de Janeiro
Queria cristais...
Cristais mesmo
meu amor
Mas para quê
se tenho teus olhos
olhando nos meus
Então
quero um doce
sim
um alimento
degustado
num beijo teu
E um abraço
sim
também um abraço
para tapar o frio
que a manhã vestiu
Eu
deixo-te
com um abraço
e um sorriso
e um até logo
no luar de Janeiro
MIA
31 Janº. 2012
Cristais mesmo
meu amor
Mas para quê
se tenho teus olhos
olhando nos meus
Então
quero um doce
sim
um alimento
degustado
num beijo teu
E um abraço
sim
também um abraço
para tapar o frio
que a manhã vestiu
Eu
deixo-te
com um abraço
e um sorriso
e um até logo
no luar de Janeiro
MIA
31 Janº. 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Não sou o céu
Oh
se as palavras que escrevo
fossem o pão que eu preciso...
Mas o amor
só alimenta os tristes
que vagueiam
pelas noites sem estrelas
E a minha poesia é nada
e eu não sou o céu
MIA
26 Janº. 2012
se as palavras que escrevo
fossem o pão que eu preciso...
Mas o amor
só alimenta os tristes
que vagueiam
pelas noites sem estrelas
E a minha poesia é nada
e eu não sou o céu
MIA
26 Janº. 2012
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Temor
Temo dizer as palavras cansadas
que este povo cala em cada grito surdo
ouvido mais longe que a ventania
Temo apregoar a minha dor
quando o colectivo dói muito mais
nos olhos esbugalhados de nada ter
Temo ser feliz
no meio da infelicidade de quem não tem
MIA
24 Janº. 2012
que este povo cala em cada grito surdo
ouvido mais longe que a ventania
Temo apregoar a minha dor
quando o colectivo dói muito mais
nos olhos esbugalhados de nada ter
Temo ser feliz
no meio da infelicidade de quem não tem
MIA
24 Janº. 2012
sábado, 14 de janeiro de 2012
O tempo não volta atrás
Era tão cedo para amar
que te perdi no oceano
onde ondas de choque
me levaram a um cais deserto
Procurei onde nem sabia
e na procura encontrei
o que não queria...
Agora que voltaste
trazido pelos frios
que o Inverno veste
ficou tão tarde, tão tarde,
que fiquei sem tempo para ti
E o tempo nunca volta atrás!
MIA
14 Janº. 2011
que te perdi no oceano
onde ondas de choque
me levaram a um cais deserto
Procurei onde nem sabia
e na procura encontrei
o que não queria...
Agora que voltaste
trazido pelos frios
que o Inverno veste
ficou tão tarde, tão tarde,
que fiquei sem tempo para ti
E o tempo nunca volta atrás!
MIA
14 Janº. 2011
sábado, 7 de janeiro de 2012
Testamento
Se eu morrer primeiro
meu amor
veste-me de flores o corpo
onde os teus beijos secretos
fizeram nascer as manhãs
e não esqueças
duma pétala nos cabelos
que tantas vezes bordaste
antes de me adormecer
Não deixes
colarem-me o sorriso
ou que os meus lábios
percam a cor do desejo
na hora onde os meus olhos
já não cruzarão os teus
nem de todos a quem amei
Nem deixes que eu parta de ti...
Se tu morreres primeiro
meu amor
vestir-te-ei de lágrimas negras
MIA
7 Jan 2012
meu amor
veste-me de flores o corpo
onde os teus beijos secretos
fizeram nascer as manhãs
e não esqueças
duma pétala nos cabelos
que tantas vezes bordaste
antes de me adormecer
Não deixes
colarem-me o sorriso
ou que os meus lábios
percam a cor do desejo
na hora onde os meus olhos
já não cruzarão os teus
nem de todos a quem amei
Nem deixes que eu parta de ti...
Se tu morreres primeiro
meu amor
vestir-te-ei de lágrimas negras
MIA
7 Jan 2012
sábado, 31 de dezembro de 2011
Porque sei
Se te dissessem
meu amor
que ao passar
se encheriam de pranto
os rios onde me vejo
é porque nem todas as águas
correm para o mar
e as que me afogam
são as vagas que me vestem
Se te dissessem
meu amor
que a tristeza me veste
e o ruído onde habito
é a maior solidão
abririas vezes sem conta
os teus abraços
para me perguntar
porque ainda respiro AMOR
E se te dissessem
meu amor
que o sol muitas vezes
não passa na minha rua
sei que voarias pelo equador
em busca do raio mais quente
e da luz mais brilhante
ancorados num cristal
e me levarias de novo a ver o mar
MIA
31 Dezº. 2011
meu amor
que ao passar
se encheriam de pranto
os rios onde me vejo
é porque nem todas as águas
correm para o mar
e as que me afogam
são as vagas que me vestem
Se te dissessem
meu amor
que a tristeza me veste
e o ruído onde habito
é a maior solidão
abririas vezes sem conta
os teus abraços
para me perguntar
porque ainda respiro AMOR
E se te dissessem
meu amor
que o sol muitas vezes
não passa na minha rua
sei que voarias pelo equador
em busca do raio mais quente
e da luz mais brilhante
ancorados num cristal
e me levarias de novo a ver o mar
MIA
31 Dezº. 2011
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