Queima-me a pele
e o sol até nem dói
Talvez
só os meus braços
te procurem
pequena FLOR
nascida ontem
quando todos os olhares
atravessavam a ponte
dum futuro incerto
Em TI
desaguarão
todos os rios de ternura
que sinto nas mãos
e te levarão um beijo
MIA
11 JUNHO 2012
quinta-feira, 12 de julho de 2012
sábado, 7 de julho de 2012
Dia de véspera
Queria
que o sábado fosse o sol
de todas as cores
que os vestidos
das mulheres vestem
no Verão
E que ao despi-los
ficasse no ar
o cheiro das flores
quando as pétalas esvoaçam
num bailado de amor
Queria
que o sábado fosse o sol
véspera do dia
de todos os mares
MIA
7 Julho 2012
que o sábado fosse o sol
de todas as cores
que os vestidos
das mulheres vestem
no Verão
E que ao despi-los
ficasse no ar
o cheiro das flores
quando as pétalas esvoaçam
num bailado de amor
Queria
que o sábado fosse o sol
véspera do dia
de todos os mares
MIA
7 Julho 2012
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Saudade quando dói
Não me perguntes
porque tenho
a face queimada
Sabes
que não é do sol
que hoje abrasa
Simplesmente
da saudade
que às vezes escorrega
do meu pranto
E dói tanto
MIA
25 JUNHO 2012
porque tenho
a face queimada
Sabes
que não é do sol
que hoje abrasa
Simplesmente
da saudade
que às vezes escorrega
do meu pranto
E dói tanto
MIA
25 JUNHO 2012
Tanto o silêncio
Já vai a noite tão alta
na tua casa feita mármore
Sem vidro nem janelas
onde o frio e o quente
se confundem
num silêncio de gelo
há muito instalado
As pétalas mortas
vagueiam assombradas
por entre pirilampos
perdidos de luz
Restam os ciprestes
erectos
falando
como se fossem desejo
MIA
25 JUNHO 2012
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Se
Não me leves a mal
se um dia eu partir
sem um adeus
Sempre que me despeço
é só dos abraços
e deixo sempre
a promessa de voltar
Jamais te deixaria
no abandono
de todas as horas
Se um dia eu me for
em silêncio
sem um adeus
um olhar
um sorriso
Então sim
É porque morri
MIA
31 Maio 2012
sábado, 26 de maio de 2012
mais um sábado
Todos os sábados são tristes
quando visito a memória
tingida da cor do amor
Deixam espalhados
os diamantes mais puros
que rolam ao sabor do vento
mas nunca se acabam
ainda que a chuva parta
para mitigar a sede
de quem se perde de AMOR
MIA
26 MAIO 2012
quando visito a memória
tingida da cor do amor
Deixam espalhados
os diamantes mais puros
que rolam ao sabor do vento
mas nunca se acabam
ainda que a chuva parta
para mitigar a sede
de quem se perde de AMOR
MIA
26 MAIO 2012
terça-feira, 17 de abril de 2012
A minha ausência
Dói-me
viver em ausência
Começo o meu retiro
no nascer de dias
perdidos em noites
dum temporal
de arrepios à flor da pele
Perco-me nas horas
em que o sol delira
e o mar se perde de paixão
pelas areias enfeitiçadas
Esboço o pensamento
no meio do meu castelo de cristal
e espreito de saudade
os rostos mais queridos
e as vozes enfraquecidas
de quem há muito já não ouço
E fico com tanta saudade
que volto sempre
para abrir os braços
ainda que vestidos de cansaço
a quem me acredita
e silenciosamente me espera.
MIA
17 Abril 2012
viver em ausência
Começo o meu retiro
no nascer de dias
perdidos em noites
dum temporal
de arrepios à flor da pele
Perco-me nas horas
em que o sol delira
e o mar se perde de paixão
pelas areias enfeitiçadas
Esboço o pensamento
no meio do meu castelo de cristal
e espreito de saudade
os rostos mais queridos
e as vozes enfraquecidas
de quem há muito já não ouço
E fico com tanta saudade
que volto sempre
para abrir os braços
ainda que vestidos de cansaço
a quem me acredita
e silenciosamente me espera.
MIA
17 Abril 2012
Poema de Mario Benedetti
Porque te tengo y no
porque te pienso
porque la noche está de ojos abiertos
porque la noche pasa y digo amor
porque has venido a recoger tu imagen
y eres mejor que todas tus imágenes
porque eres linda desde el pie hasta el alma
porque eres buena desde el alma a mí
porque te escondes dulce en el orgullo
pequeña y dulce
corazón coraza
porque eres mía
porque no eres mía
porque te miro y muero
y peor que muero
si no te miro amor
si no te miro
porque tú siempre existes dondequiera
pero existes mejor donde te quiero
porque tu boca es sangre
y tienes frío
tengo que amarte amor
tengo que amarte
aunque esta herida duela como dos
aunque te busque y no te encuentre
y aunque
la noche pase y yo te tenga
y no.
Porque te tengo y no
porque te pienso
porque la noche está de ojos abiertos
porque la noche pasa y digo amor
porque has venido a recoger tu imagen
y eres mejor que todas tus imágenes
porque eres linda desde el pie hasta el alma
porque eres buena desde el alma a mí
porque te escondes dulce en el orgullo
pequeña y dulce
corazón coraza
porque eres mía
porque no eres mía
porque te miro y muero
y peor que muero
si no te miro amor
si no te miro
porque tú siempre existes dondequiera
pero existes mejor donde te quiero
porque tu boca es sangre
y tienes frío
tengo que amarte amor
tengo que amarte
aunque esta herida duela como dos
aunque te busque y no te encuentre
y aunque
la noche pase y yo te tenga
y no.
Canto ao luar
Escondeu-se
a Lua
de tão apaixonada
Eu
passeio
um brilho lunar
no canto
do teu amor
e
perco-me
de encanto
num beijo
de estrelas mil
Esta noite
o luar
fomos nós.
MIA
17 Abril 2012
a Lua
de tão apaixonada
Eu
passeio
um brilho lunar
no canto
do teu amor
e
perco-me
de encanto
num beijo
de estrelas mil
Esta noite
o luar
fomos nós.
MIA
17 Abril 2012
sábado, 31 de março de 2012
Para meu primo, que partiu hoje
Quis
calar os passos
para ouvir
os sinos da tua partida
mas só
o cair das lágrimas
quebrou o silêncio
da tua já ausência
Ficaram as flores
que até perderem a cor
tornarão
as noites menos frias
MIA
31 Março 2012
calar os passos
para ouvir
os sinos da tua partida
mas só
o cair das lágrimas
quebrou o silêncio
da tua já ausência
Ficaram as flores
que até perderem a cor
tornarão
as noites menos frias
MIA
31 Março 2012
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