Sossegou a noite
mas mesmo assim
tive medo
que o Mundo acabasse
sem que o Sol
voltasse a nascer
Ficou a chuva
para lavar a mágoa
desta tristeza que nos veste
e diariamente
nos deixa mais pobres
Há muito
que dos olhos
partiu o cristalino...
MIA
24 Outº 2012
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Não fosse o teu olhar
Meu amor
não fosse o teu olhar
e já não haveria searas
nem flores
nem canções
e só os rios
transbordariam de desilusão
Não fosse o teu olhar
e o rosto das crianças
vestiria de gelo
as manhãs por onde passam
descalças
em direcção ao futuro
Meu amor
não fosse o teu olhar
e este Outono
seria para sempre cadáver.
MIA
18 Outº.2012
não fosse o teu olhar
e já não haveria searas
nem flores
nem canções
e só os rios
transbordariam de desilusão
Não fosse o teu olhar
e o rosto das crianças
vestiria de gelo
as manhãs por onde passam
descalças
em direcção ao futuro
Meu amor
não fosse o teu olhar
e este Outono
seria para sempre cadáver.
MIA
18 Outº.2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Setembro
...e os próximos versos
chegarão com as águas
os frios
e as manhãs
acordadas em correria
o sol
dormirá mais cedo
o pastel
vestirá os sentidos
a as árvores
baixarão os braços
em noites
onde o silêncio
deixará dormir
os meninos descansados
3 Setº 2012
MIA
o sol
dormirá mais cedo
o pastel
vestirá os sentidos
a as árvores
baixarão os braços
em noites
onde o silêncio
deixará dormir
os meninos descansados
3 Setº 2012
MIA
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Por aí
Apregoa o velho louco
palavras que rimam
despidas de poesia
Não sabe
se vem
se vai
porque partiu
ou
porque a voz lhe dói
quando amanhece
ou
o sol se põe
na vida de quem cruza
Põe-se em pé
mas só rasteja
e desfaz-se como as marés
que o nevoeiro esconde
em dias que o sol
acorda
demasiado tarde
Mesmo assim
continua
a apregoar palavras
que soam a canto
desencantado
MIA
24 Agosto 2012
Apregoa o velho louco
palavras que rimam
despidas de poesia
Não sabe
se vem
se vai
porque partiu
ou
porque a voz lhe dói
quando amanhece
ou
o sol se põe
na vida de quem cruza
Põe-se em pé
mas só rasteja
e desfaz-se como as marés
que o nevoeiro esconde
em dias que o sol
acorda
demasiado tarde
Mesmo assim
continua
a apregoar palavras
que soam a canto
desencantado
MIA
24 Agosto 2012
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Na cruz
Todas as cruzes
tem braços abertos
para a dor morrer
de tanto querer
Ao seus pés
jazem fios de cabelo
tingidos da cor da paz
que uma Mãe desfia pelos dedos
cansados de se benzer
e todos os dias
em cada entardecer
olhará o céu para perguntar
porque todas as cruzes
são tão pesadas
E jamais terá resposta
28 Julho 2012
tem braços abertos
para a dor morrer
de tanto querer
Ao seus pés
jazem fios de cabelo
tingidos da cor da paz
que uma Mãe desfia pelos dedos
cansados de se benzer
e todos os dias
em cada entardecer
olhará o céu para perguntar
porque todas as cruzes
são tão pesadas
E jamais terá resposta
28 Julho 2012
Todos os verbos
Piorei
e muito
em tudo aquilo
que já (não) sentia
No rigor
na postura
e até
numa certa dor
que há muito
não aparecia
Todos os verbos
continuam lá
mas só
o contemplar
me apetece
e o crescer
duma certa FLOR
me fascina.
MIA
28 Julho 2012
e muito
em tudo aquilo
que já (não) sentia
No rigor
na postura
e até
numa certa dor
que há muito
não aparecia
Todos os verbos
continuam lá
mas só
o contemplar
me apetece
e o crescer
duma certa FLOR
me fascina.
MIA
28 Julho 2012
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Para a minha MATILDE
Queima-me a pele
e o sol até nem dói
Talvez
só os meus braços
te procurem
pequena FLOR
nascida ontem
quando todos os olhares
atravessavam a ponte
dum futuro incerto
Em TI
desaguarão
todos os rios de ternura
que sinto nas mãos
e te levarão um beijo
MIA
11 JUNHO 2012
e o sol até nem dói
Talvez
só os meus braços
te procurem
pequena FLOR
nascida ontem
quando todos os olhares
atravessavam a ponte
dum futuro incerto
Em TI
desaguarão
todos os rios de ternura
que sinto nas mãos
e te levarão um beijo
MIA
11 JUNHO 2012
sábado, 7 de julho de 2012
Dia de véspera
Queria
que o sábado fosse o sol
de todas as cores
que os vestidos
das mulheres vestem
no Verão
E que ao despi-los
ficasse no ar
o cheiro das flores
quando as pétalas esvoaçam
num bailado de amor
Queria
que o sábado fosse o sol
véspera do dia
de todos os mares
MIA
7 Julho 2012
que o sábado fosse o sol
de todas as cores
que os vestidos
das mulheres vestem
no Verão
E que ao despi-los
ficasse no ar
o cheiro das flores
quando as pétalas esvoaçam
num bailado de amor
Queria
que o sábado fosse o sol
véspera do dia
de todos os mares
MIA
7 Julho 2012
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Saudade quando dói
Não me perguntes
porque tenho
a face queimada
Sabes
que não é do sol
que hoje abrasa
Simplesmente
da saudade
que às vezes escorrega
do meu pranto
E dói tanto
MIA
25 JUNHO 2012
porque tenho
a face queimada
Sabes
que não é do sol
que hoje abrasa
Simplesmente
da saudade
que às vezes escorrega
do meu pranto
E dói tanto
MIA
25 JUNHO 2012
Tanto o silêncio
Já vai a noite tão alta
na tua casa feita mármore
Sem vidro nem janelas
onde o frio e o quente
se confundem
num silêncio de gelo
há muito instalado
As pétalas mortas
vagueiam assombradas
por entre pirilampos
perdidos de luz
Restam os ciprestes
erectos
falando
como se fossem desejo
MIA
25 JUNHO 2012
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