Ontem...
E o dia
tão triste
abraçou a noite
e partiu
como se fosse morte...
Hoje...
Regressou alegre
sem ser
ao terceiro dia
para partir de novo
à procura das estrelas.
MIA
7 Dezº 2012
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Amores de Outono
Ama-me
a alma
que o corpo jaz
de arrefecidos desejos
Ama-me
o olhar
perdido de vista
e de ilusão
Ama-me
em todas as palavras
e
gestos
e
lágrimas
e
suspiros
que não são ais
Continua a amar-me
muito além do nevoeiro
que as manhãs
frias de Outono vestem
MIA
22 Novº 2012
a alma
que o corpo jaz
de arrefecidos desejos
Ama-me
o olhar
perdido de vista
e de ilusão
Ama-me
em todas as palavras
e
gestos
e
lágrimas
e
suspiros
que não são ais
Continua a amar-me
muito além do nevoeiro
que as manhãs
frias de Outono vestem
MIA
22 Novº 2012
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Idade
Carrego-te
Como se fosses
tempo
ou
pele
ou
morada
onde a luz
simplesmente
fosse noite
Carrego-te
Até ao dia
em que o Sol
lentamente
ou cheio depressa
ficará para sempre
deitado
sem mais amanhã
Carrego-te
muito além do arco-íris
MIA
7 Novº. 2012
Como se fosses
tempo
ou
pele
ou
morada
onde a luz
simplesmente
fosse noite
Carrego-te
Até ao dia
em que o Sol
lentamente
ou cheio depressa
ficará para sempre
deitado
sem mais amanhã
Carrego-te
muito além do arco-íris
MIA
7 Novº. 2012
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Tempestade
Sossegou a noite
mas mesmo assim
tive medo
que o Mundo acabasse
sem que o Sol
voltasse a nascer
Ficou a chuva
para lavar a mágoa
desta tristeza que nos veste
e diariamente
nos deixa mais pobres
Há muito
que dos olhos
partiu o cristalino...
MIA
24 Outº 2012
mas mesmo assim
tive medo
que o Mundo acabasse
sem que o Sol
voltasse a nascer
Ficou a chuva
para lavar a mágoa
desta tristeza que nos veste
e diariamente
nos deixa mais pobres
Há muito
que dos olhos
partiu o cristalino...
MIA
24 Outº 2012
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Não fosse o teu olhar
Meu amor
não fosse o teu olhar
e já não haveria searas
nem flores
nem canções
e só os rios
transbordariam de desilusão
Não fosse o teu olhar
e o rosto das crianças
vestiria de gelo
as manhãs por onde passam
descalças
em direcção ao futuro
Meu amor
não fosse o teu olhar
e este Outono
seria para sempre cadáver.
MIA
18 Outº.2012
não fosse o teu olhar
e já não haveria searas
nem flores
nem canções
e só os rios
transbordariam de desilusão
Não fosse o teu olhar
e o rosto das crianças
vestiria de gelo
as manhãs por onde passam
descalças
em direcção ao futuro
Meu amor
não fosse o teu olhar
e este Outono
seria para sempre cadáver.
MIA
18 Outº.2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Setembro
...e os próximos versos
chegarão com as águas
os frios
e as manhãs
acordadas em correria
o sol
dormirá mais cedo
o pastel
vestirá os sentidos
a as árvores
baixarão os braços
em noites
onde o silêncio
deixará dormir
os meninos descansados
3 Setº 2012
MIA
o sol
dormirá mais cedo
o pastel
vestirá os sentidos
a as árvores
baixarão os braços
em noites
onde o silêncio
deixará dormir
os meninos descansados
3 Setº 2012
MIA
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Por aí
Apregoa o velho louco
palavras que rimam
despidas de poesia
Não sabe
se vem
se vai
porque partiu
ou
porque a voz lhe dói
quando amanhece
ou
o sol se põe
na vida de quem cruza
Põe-se em pé
mas só rasteja
e desfaz-se como as marés
que o nevoeiro esconde
em dias que o sol
acorda
demasiado tarde
Mesmo assim
continua
a apregoar palavras
que soam a canto
desencantado
MIA
24 Agosto 2012
Apregoa o velho louco
palavras que rimam
despidas de poesia
Não sabe
se vem
se vai
porque partiu
ou
porque a voz lhe dói
quando amanhece
ou
o sol se põe
na vida de quem cruza
Põe-se em pé
mas só rasteja
e desfaz-se como as marés
que o nevoeiro esconde
em dias que o sol
acorda
demasiado tarde
Mesmo assim
continua
a apregoar palavras
que soam a canto
desencantado
MIA
24 Agosto 2012
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Na cruz
Todas as cruzes
tem braços abertos
para a dor morrer
de tanto querer
Ao seus pés
jazem fios de cabelo
tingidos da cor da paz
que uma Mãe desfia pelos dedos
cansados de se benzer
e todos os dias
em cada entardecer
olhará o céu para perguntar
porque todas as cruzes
são tão pesadas
E jamais terá resposta
28 Julho 2012
tem braços abertos
para a dor morrer
de tanto querer
Ao seus pés
jazem fios de cabelo
tingidos da cor da paz
que uma Mãe desfia pelos dedos
cansados de se benzer
e todos os dias
em cada entardecer
olhará o céu para perguntar
porque todas as cruzes
são tão pesadas
E jamais terá resposta
28 Julho 2012
Todos os verbos
Piorei
e muito
em tudo aquilo
que já (não) sentia
No rigor
na postura
e até
numa certa dor
que há muito
não aparecia
Todos os verbos
continuam lá
mas só
o contemplar
me apetece
e o crescer
duma certa FLOR
me fascina.
MIA
28 Julho 2012
e muito
em tudo aquilo
que já (não) sentia
No rigor
na postura
e até
numa certa dor
que há muito
não aparecia
Todos os verbos
continuam lá
mas só
o contemplar
me apetece
e o crescer
duma certa FLOR
me fascina.
MIA
28 Julho 2012
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Para a minha MATILDE
Queima-me a pele
e o sol até nem dói
Talvez
só os meus braços
te procurem
pequena FLOR
nascida ontem
quando todos os olhares
atravessavam a ponte
dum futuro incerto
Em TI
desaguarão
todos os rios de ternura
que sinto nas mãos
e te levarão um beijo
MIA
11 JUNHO 2012
e o sol até nem dói
Talvez
só os meus braços
te procurem
pequena FLOR
nascida ontem
quando todos os olhares
atravessavam a ponte
dum futuro incerto
Em TI
desaguarão
todos os rios de ternura
que sinto nas mãos
e te levarão um beijo
MIA
11 JUNHO 2012
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