Oh meu amor
como a saudade me engole
num pranto triste de ausência
A seda dos teus cabelos
já não dança nos meus dedos
nem o rosa da tua face
é a cor com que me visto
sedenta do teu cheiro
que é tanto de ser tão pouco
E tenho tanta pena
querida Matilde
que reinvento o teu abraço
para me agasalhar a saudade
mas tenho frio...
MIA
10 Mars 2014
(dia em que a Matilde fez 20 meses)
sábado, 15 de março de 2014
Em pleno Agosto
Em Agosto de 2013 escrevi
O sorriso da morte é tão grande
como esta avenida onde passeio
Já nada importa
Só o rio corre para o mar
MIA
15 Mars 2014
O sorriso da morte é tão grande
como esta avenida onde passeio
Já nada importa
Só o rio corre para o mar
MIA
15 Mars 2014
Impossível
Eu não queria
mas este olhar
que é filho da tristeza
perde-se na tua boca
onde o cheiro a sal
lembra marés de Verão
E suspiro pelo teu abraço
embrulhado de Primavera
MIA
15 Mars 2014
mas este olhar
que é filho da tristeza
perde-se na tua boca
onde o cheiro a sal
lembra marés de Verão
E suspiro pelo teu abraço
embrulhado de Primavera
MIA
15 Mars 2014
sábado, 1 de março de 2014
Mistérios
Onde andam
o poeta que é louco
a palavra que é tristeza
e a música que é saudade?
Vagueiam travestidos de cinza
pelas noitres frias e negras de tempestade
Todos os outros se arrastam
e pedem perdão aos deuses
que já não ouvem nem veêm
nem estendem um abraço.
MIA
1 Março 2014
o poeta que é louco
a palavra que é tristeza
e a música que é saudade?
Vagueiam travestidos de cinza
pelas noitres frias e negras de tempestade
Todos os outros se arrastam
e pedem perdão aos deuses
que já não ouvem nem veêm
nem estendem um abraço.
MIA
1 Março 2014
sábado, 16 de novembro de 2013
Serão dias de triteza, certamente
Não sei
dos dias que o vento trará
ao aumentar a distância
que o esquecimento pode levar
Certamente serão tristes
e nem o brilho do Sol
fará as horas espreitar o tempo
As tuas mãos
serão pequenas demais
para me segurar os cabelos
ou sentir o sabor do sal
Os sons
chegarão cada vez mais surdos
as imagens mais difusas
e as cores deixarão de ser
Mas meu amor doce e puro
jamaispartirá de mim
o germinar dos girassóis
dançando no teu OLHAR.
MIA
16 Nov. 2013
dos dias que o vento trará
ao aumentar a distância
que o esquecimento pode levar
Certamente serão tristes
e nem o brilho do Sol
fará as horas espreitar o tempo
As tuas mãos
serão pequenas demais
para me segurar os cabelos
ou sentir o sabor do sal
Os sons
chegarão cada vez mais surdos
as imagens mais difusas
e as cores deixarão de ser
Mas meu amor doce e puro
jamaispartirá de mim
o germinar dos girassóis
dançando no teu OLHAR.
MIA
16 Nov. 2013
sábado, 21 de setembro de 2013
Morte
Morta por dentro
como se a morte fosse música
Morta por fora
como se a morte fosse dor
Morta de silêncio
como se a morte fosse esquecimento
Morta
só
por ter
e não poder ter
Simplesmente morta de medo!
Mia 21 Setembro 2013
como se a morte fosse música
Morta por fora
como se a morte fosse dor
Morta de silêncio
como se a morte fosse esquecimento
Morta
só
por ter
e não poder ter
Simplesmente morta de medo!
Mia 21 Setembro 2013
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Despedidas
Foram os dias
e as noites
e todos as horas que o corpo tem
e veste
e despe
e valsa de música
as palavras do poema
Foram só
todos os acordes
em todos os momentos
em todos os gritos
e suspiros
e ais
e desejos de liberdade
Foram
e foram-se
despedidas de quem muito amamos.
MIA
8 Janº.2013
e as noites
e todos as horas que o corpo tem
e veste
e despe
e valsa de música
as palavras do poema
Foram só
todos os acordes
em todos os momentos
em todos os gritos
e suspiros
e ais
e desejos de liberdade
Foram
e foram-se
despedidas de quem muito amamos.
MIA
8 Janº.2013
Estilhaços
Vou despir os meus sentidos
e rasgar esta coisa que a raiva veste
e bate com a mesma pressa
que os comboios levam nas partidas
Hei-de sangra-lo
aperta-lo
faze-lo bater tanto
que há-de morrer de sufoco
revirando os olhos parados no infinito
De todos os estilhaços
recolarei as auriculas
e dos ventriculos aveludados
vestirei o olhar das crianças em dias de romaria.
MIA
8 Janº. 2013
e rasgar esta coisa que a raiva veste
e bate com a mesma pressa
que os comboios levam nas partidas
Hei-de sangra-lo
aperta-lo
faze-lo bater tanto
que há-de morrer de sufoco
revirando os olhos parados no infinito
De todos os estilhaços
recolarei as auriculas
e dos ventriculos aveludados
vestirei o olhar das crianças em dias de romaria.
MIA
8 Janº. 2013
O que é?
Que saudade é esta
que o peito veste de negro
ainda que o sol
aqueça a planície que o teu olhar trás?
Que dor é esta
que os negros olhos carregam
e o frio não corta
nem os ventos levam no triste entardecer?
Que tristeza é esta
que me veste e que me calça
e embrulha os meus sentidos?
E que viver é este
cheio de saudade
e dor
e frio
e ausência
que nem a Primavera há-de levar?
MIA
8 Janº.2013
que o peito veste de negro
ainda que o sol
aqueça a planície que o teu olhar trás?
Que dor é esta
que os negros olhos carregam
e o frio não corta
nem os ventos levam no triste entardecer?
Que tristeza é esta
que me veste e que me calça
e embrulha os meus sentidos?
E que viver é este
cheio de saudade
e dor
e frio
e ausência
que nem a Primavera há-de levar?
MIA
8 Janº.2013
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