terça-feira, 17 de abril de 2012

A minha ausência

Dói-me
viver em ausência

Começo o meu retiro
no nascer de dias
perdidos em noites
dum temporal
de arrepios à flor da pele

Perco-me nas horas
em que o sol delira
e o mar se perde de paixão
pelas areias enfeitiçadas

Esboço o pensamento
no meio do meu castelo de cristal
e espreito de saudade
os rostos mais queridos
e as vozes enfraquecidas
de quem há muito já não ouço

E fico com tanta saudade
que volto sempre
para abrir os braços
ainda que vestidos de cansaço
a quem me acredita
e silenciosamente me espera.

MIA
17 Abril 2012
Poema de Mario Benedetti


Porque te tengo y no
porque te pienso
porque la noche está de ojos abiertos
porque la noche pasa y digo amor
porque has venido a recoger tu imagen
y eres mejor que todas tus imágenes
porque eres linda desde el pie hasta el alma
porque eres buena desde el alma a mí
porque te escondes dulce en el orgullo
pequeña y dulce
corazón coraza

porque eres mía
porque no eres mía
porque te miro y muero
y peor que muero
si no te miro amor
si no te miro

porque tú siempre existes dondequiera
pero existes mejor donde te quiero
porque tu boca es sangre
y tienes frío
tengo que amarte amor
tengo que amarte
aunque esta herida duela como dos
aunque te busque y no te encuentre
y aunque
la noche pase y yo te tenga
y no.

Canto ao luar

Escondeu-se
a Lua
de tão apaixonada

Eu
passeio
um brilho lunar
no canto
do teu amor
e
perco-me
de encanto
num beijo
de estrelas mil

Esta noite
o luar
fomos nós.

MIA
17 Abril 2012